ECONOMIA
Haiyu protagoniza maior revolução eléctrica de Moma com investimento superior a 111 milhões de meticais
A empresa Haiyu Mining está a protagonizar a maior transformação eléctrica de sempre nas comunidades hospedeiras do seu projecto mineiro em Moma, ao investir mais de 111 milhões de meticais na extensão da rede eléctrica para sete comunidades que, durante décadas, viveram literalmente na escuridão.
O investimento cobre seis novas comunidades, Ntopa, Briganha, Mponha, Muripa, Nacalela e Natupi, actualmente em fase final de electrificação, e integra ainda a comunidade de Coropa, a primeira a beneficiar do projecto e já com energia instalada e em pleno uso.
No total, o projecto das novas comunidades soma 18,8 quilómetros de rede eléctrica distribuídos por zonas habitacionais dispersas, com instalação de postos de transformação de 100 a 160 KVA, conforme as necessidades populacionais de cada localidade. Trata-se de uma intervenção estrutural raramente vista no meio rural de Moma e que altera, de forma profunda, as condições de vida de milhares de famílias.
Para comunidades que, até então, dependiam exclusivamente de painéis solares artesanais, candeeiros a petróleo ou fogo de lenha para pequenas actividades básicas, desde carregar telemóveis até conservar alimentos, a chegada da energia está a ser recebida como um marco histórico.
Segundo líderes locais, a electrificação representa muito mais que luz, abre portas para novos negócios, impulsiona a economia comunitária, reforça a segurança, melhora a conservação do pescado (essencial nas zonas costeiras) e dinamiza o funcionamento das escolas, unidades sanitárias e pequenos empreendimentos.
Em Ntopa, Briganha, Mponha, Muripa, Nacalela e Natupi,, várias famílias já iniciaram obras para melhoria das casas, aquisição de aparelhos eléctricos, abertura de serralharias, estaleiros de gelo e instalações para conservação de peixe, antecipando o impacto imediato da energia.
Pedro Gabriel, líder comunitário de Muripa.
Para a população, trata-se de uma revolução social e económica que há décadas parecia impossível.
Pedro Gabriel, líder comunitário de Muripa, resume o sentimento colectivo:
“Muripa existe desde 1984. Nunca pensamos que a energia viria na nossa vida. Agora é uma honra. É uma mudança inesquecível.”
O senhor Trigo Mussa, secretário da comunidade de Briganha, contou que o pedido surgiu da necessidade de acompanhar o progresso observado noutras zonas:
“Pedimos energia porque vimos noutras zonas que a luz traz desenvolvimento. Aqui já estamos a preparar casas, a comprar aparelhos e a montar pequenos negócios para começar a trabalhar no dia em que a energia chegar.”
Trigo Mussa, secretário da comunidade de Briganha
Na região, onde a escuridão era “a palavra de ordem”, como descrevem moradores, o projecto de electrificação da Haiyu é visto como o maior salto de desenvolvimento comunitário desde a criação destas povoações.
A expectativa agora recai sobre a conclusão dos trabalhos de ligação domiciliar e sobre a promessa, feita pela empresa, de continuar a investir em outras áreas sociais, incluindo saúde e educação, para completar o ciclo de responsabilidade social iniciado com a electrificação. Redacção