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Governo de Nampula reconhece avanços na emancipação da mulher, mas alerta para desafios persistentes

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Embora ainda existam desafios por superar, o Governo da Província de Nampula considera que as mulheres da região têm alcançado níveis significativos de emancipação e empoderamento.

Segundo a directora provincial do Género, Criança e Acção Social (DPGCAS), Cidinha Impila Crisanto, é necessário olhar para o passado para perceber os avanços registados. “Há 50 anos, era raro ver mulheres envolvidas em actividades tidas como exclusivamente masculinas. Hoje, a realidade é diferente. Já há uma clara quebra desses paradigmas”, afirmou.

A responsável destacou que a presença feminina em sectores anteriormente dominados por homens é cada vez mais visível:

“Os desafios ainda são muitos, mas temos avançado significativamente. Em termos de emancipação da mulher e de empoderamento económico, já vemos mulheres com poder de compra e de venda. Elas já ocupam espaços nos fóruns, nas profissões que antes eram impensáveis. Era raro encontrar uma mulher mecânica, uma mulher piloto, uma mulher general — mas hoje, essas mulheres existem.”

Para além da mudança nos padrões profissionais, a directora do DPGCAS referiu que as mulheres estão cada vez mais presentes nos fóruns de tomada de decisão nas comunidades, embora ainda em número reduzido.

“As mulheres já participam nas decisões das suas comunidades. Conseguem expressar as suas opiniões e estas são tidas em conta. Ainda assim, não estamos totalmente satisfeitos, porque o número de mulheres nestes espaços continua reduzido. Mas é uma luta diária. Nos anos 70, dizíamos que a mulher não tinha voz; hoje, ela tem. Temos exemplos: ministras, directoras, professoras — mulheres que representam as suas comunidades com dignidade.”

No entanto, num tom de apelo, Cidinha Impila pediu às mulheres da província que cultivem o amor e a harmonia nos lares, sobretudo no contexto das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, assinalado a cada ano a 7 de Abril.

“Sabemos que estamos no mês da mulher, que termina hoje, dia da 7 de Abril. Queremos pedir às nossas mulheres que transmitam amor e carinho no seio das suas famílias. Temos registado, todos os anos, casos em que mulheres queimam os seus maridos por não receberem uma capulana nesta data. Isso não pode acontecer. A capulana é simbólica, mas o mais importante é a harmonia no lar. Se o parceiro não conseguir comprar, não façam disso um motivo de violência. O 7 de Abril acontece todos os anos. Que sejamos mulheres compreensivas e amorosas, que levem paz às suas casas”. Vânia Jacinto

 

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