CULTURA

Governador de Nampula quer cultura como motor de rendimento e afirmação da identidade nacional

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O Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, defendeu, nesta terça-feira (29), a elevação da cultura à categoria de prioridade estratégica, apelando aos 23 distritos da província para que façam das artes e tradições uma verdadeira fonte de geração de rendimento e de desenvolvimento local.

Falando durante a cerimónia de lançamento da fase provincial da 12.ª edição do Festival Nacional da Cultura, realizada na cidade de Nampula, Abdula saudou os artistas e fazedores de cultura pela sua dedicação à preservação, valorização e promoção do património cultural, material e imaterial de Moçambique.

“Cultura é identidade, é memória, é património, mas é também futuro. Cultura é paixão, é criação, é risco e choro, é drama e esperança. Cultura é vida. E não se enganem: não há pátria sem cultura, porque não há pátria sem memória ou sem sonho de futuro”, declarou o governador, visivelmente emocionado.

Eduardo Abdula sublinhou que a cultura desempenha um papel essencial na formação da personalidade dos moçambicanos e na consolidação da unidade nacional, da paz e da coesão social. “Trata-se de um momento de celebração, mas também de procura de novas perspectivas de cooperação e de troca de experiências entre artistas, abrindo caminho para sinergias e colaborações que fortaleçam a produção cultural.”

A província de Nampula, segundo o governador, detém um “invejável e diversificado património cultural”, com destaque para manifestações como música, dança, moda, artesanato, teatro, gastronomia, literatura e poesia. A dança, em particular, ocupa um lugar de relevo, com cerca de 1.848 grupos registados.

O governador exortou ainda os agentes culturais a empenharem-se no resgate e valorização dos valores socioculturais, que considera ameaçados pela inculturação e pelos efeitos da globalização, apelando ao reforço da consciência patriótica e da identidade moçambicana. “Ser fazedor de cultura é um privilégio raro, mas também um acto de sacrifício. São vocês, meus filhos, os verdadeiros guardiões da nossa identidade colectiva e os arquitectos de um futuro mais rico, diverso e humanizado.”

Com a sua intervenção, Eduardo Abdula deixou claro que a cultura, tantas vezes relegada para segundo plano, passará a ser tratada como uma das grandes prioridades da governação provincial de Nampula: uma alavanca essencial para o desenvolvimento económico, social e espiritual da província e do país. Redacção

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