POLÍTICA

Governador de Nampula declara “tolerância zero” às cobranças ilegais nas escolas e convoca sociedade civil para reunião urgente

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Perante a escalada de cobranças ilícitas nas escolas públicas da província, o governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, manifestou profunda preocupação e convocou uma reunião urgente com a sociedade civil para esta segunda-feira (4), com o objectivo de travar a exclusão escolar e restaurar a confiança no sistema de ensino.

“Não vou admitir que raparigas e rapazes deixem de estudar ou percam o ano porque não pagaram taxas de guarda, de avaliações ou qualquer outra contribuição”, afirmou o governador, de forma categórica, numa declaração feita após os recentes tumultos registados na Escola Secundária de Cossore, na cidade de Nampula.

Na semana passada, estudantes daquela instituição revoltaram-se contra alegadas cobranças indevidas, agrediram uma dirigente escolar e vandalizaram parte da infra-estrutura. O episódio expôs a tensão latente entre as comunidades e as direcções escolares, num contexto em que as orientações do Governo para garantir o acesso gratuito ao ensino continuam a ser desrespeitadas por alguns gestores.

“Aqui na nossa província, não vamos admitir isso. Vamos sancionar os que pretendem usar manobras para prejudicar o processo de ensino e aprendizagem”, reforçou Abdula, prometendo medidas concretas e um processo participativo.

O encontro desta segunda-feira contará com representantes da sociedade civil, defensores dos direitos humanos, líderes religiosos e comunitários, empresários, partidos políticos, académicos e jornalistas — todos convocados para reflectir sobre soluções urgentes para a crise que afecta o sector da Educação em Nampula.

A reunião visa, segundo o governador, “restabelecer o respeito pelas normas, proteger os direitos dos estudantes e construir uma aliança sólida em defesa de uma educação verdadeiramente gratuita e de qualidade”. Redacção

3 Comments

  1. Domingos Castelo César

    Agosto 2, 2025 at 12:43 pm

    Que assim seja. E espero que se faça auditoria em todas escolas da província. Ribáuè é outro assunto de contribuições. Principalmente na Escola Básica e Secundária de Namiconha.

    • Mathaia

      Agosto 2, 2025 at 3:31 pm

      Que assim seja porque há uma contradição entre a gratuidade que se refere e as contribuição constante nesta província! E as vezes parece os gestores Escolares não tem o mínimo de respeito pelas as hierarquias que apelam a não cobranças

  2. José Luzia

    Agosto 2, 2025 at 7:23 pm

    Professores e gestores escolares que deviam trabalhar em íntima colaboração com as famílias, agem autocraticamente sem qualquer respeito pelos direitos dos seus alunos que deveriam tratar como seus filhos.
    Se tem problemas com o “patrão” ajam segundo os mecanismos de diálogo e negociação e reclamação que tem ao seu dispor. Será que a ONP serve para alguma coisa? Mas não há já uma ANAPRO?

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