POLÍTICA

FRELIMO diz que Moçambique não tinha alternativa senão ajustar preços dos combustíveis

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A FRELIMO afirmou que Moçambique não tinha alternativa senão ajustar os preços dos combustíveis, justificando a medida com a dependência externa do país e o impacto da conjuntura internacional.

O posicionamento foi apresentado esta quinta-feira (07), em Nampula, pelo membro da Comissão Política e chefe da Brigada Central que assiste a província, Filipe Paúnde, durante um encontro com órgãos de comunicação social.

Segundo o dirigente, Moçambique não produz gasolina, gasóleo nem gás, situação que obriga o país a importar combustíveis e a sofrer os efeitos das flutuações internacionais dos preços.

“Moçambique não produz combustível. A conjuntura internacional afecta todos os países e os mais pobres ressentem-se ainda mais”, afirmou.

Paúnde explicou que o Governo tentou manter os preços anteriores enquanto existiam reservas adquiridas antes da recente escalada da crise internacional envolvendo o conflito entre o Irão e os Estados Unidos.

“O combustível que tinha sido comprado antes do conflito foi mantido até agora. Foi por isso que o Governo dizia que havia stock até Maio”, disse.

O dirigente reconheceu que a subida dos combustíveis teria impactos económicos e sociais, mas defendeu que manter artificialmente os preços poderia resultar na falta de combustível no país.

“Não tínhamos como manter o mesmo preço. Suponha ficarmos sem combustível. As ambulâncias têm de continuar a funcionar e os serviços também”, declarou.

A FRELIMO considerou ainda que o país devia apostar no aumento da produção nacional de alimentos e noutras medidas internas para reduzir a pressão económica sobre as famílias.

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