POLÍTICA
FMI e Banco Mundial alinham-se às reformas de Chapo em Sevilha
À margem da IV Conferência das Nações Unidas sobre o Financiamento ao Desenvolvimento, o Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que Moçambique pretende negociar um novo programa de cooperação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda este ano. O Chefe do Estado avançou também que o Banco Mundial vai apoiar activamente a digitalização da administração pública e os sectores produtivos estratégicos do país.
“Achamos que devíamos ter com o FMI um novo programa. E nisto a recepção é muito boa”, declarou Chapo, após encontros com altos responsáveis das duas instituições de Bretton Woods. Segundo o Presidente, o novo entendimento com o FMI será orientado por uma visão centrada em reformas no sector público e criação de um ambiente mais favorável ao investimento.
Do lado do Banco Mundial, o apoio será focado na transformação digital e na melhoria da governação. “Eles acham que o programa de digitalização que estamos a levar a cabo é um dos programas que vão combater bastante a corrupção”, afirmou Chapo, sublinhando que a instituição elogiou a criação do Ministério de Comunicações e Transformação Digital e prometeu reforçar esse esforço.
Além da governação, foram discutidas oportunidades em sectores-chave como energia, agricultura, turismo, recursos minerais e infra-estruturas. Chapo partilhou a visão de Moçambique como um futuro hub regional de energia, citando projectos como Cahora Bassa, Mphanda Nkuwa e o gás do Rovuma.
“Falámos do Corredor de Maputo, do Corredor da Beira, de estradas, linhas férreas, da capacidade portuária, da construção de pipelines e do Corredor de Nacala”, detalhou.
O Chefe de Estado concluiu que tanto o FMI quanto o Banco Mundial estão “bastante motivados” com as reformas em curso. “A nossa principal preocupação é gerar emprego para a juventude e para as mulheres e desenvolver o nosso país”, rematou. Redacção