POLÍTICA

Filipe Paúnde enaltece espírito de reconciliação e apela à participação popular nas celebrações dos 50 anos da independência

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O membro da Comissão Política da FRELIMO com responsabilidade de assistência à província de Nampula, Filipe Paúnde, destacou esta terça-feira (6 de Maio), em conferência de imprensa, o papel decisivo da população na preservação da paz, na promoção da reconciliação e na reconstrução nacional, num contexto ainda marcado pelos efeitos dos ciclones e por recentes tensões políticas.

Paúnde falava no encerramento de uma visita de trabalho aos distritos da província, durante a qual manteve encontros com comunidades e militantes da FRELIMO, tendo-se mostrado surpreendido pela forte adesão popular às actividades preparatórias das celebrações do cinquentenário da independência nacional.

“Foi uma surpresa bastante positiva vermos a população vibrar com a passagem da Chama da Unidade, mesmo sob chuva torrencial, como aconteceu em Naminge. Encontrámos comunidades resilientes, como em Muatua, que, apesar dos momentos difíceis, estão a reerguer-se e a reconstruir a vida”, relatou.

Durante a visita, o dirigente reconheceu o impacto devastador das manifestações violentas que destruíram infra-estruturas públicas e sedes do partido em distritos como Liúpo e Mecubúri, mas assegurou que a FRELIMO está empenhada na sua reabilitação e continuará a promover a reconciliação como alicerce do desenvolvimento.

“O ódio e a destruição não se compadecem com o progresso. A nossa grande mensagem é de paz e reconciliação. O que aconteceu, aconteceu. Agora é hora de avançarmos”, declarou, reiterando o compromisso do partido com a estabilidade nacional.

Paúnde aproveitou a ocasião para sublinhar que as festividades dos 50 anos da independência não pertencem apenas a um partido, mas devem ser celebradas por todos os moçambicanos.

“A festa dos 50 anos não é exclusiva de um partido. É de todos nós, moçambicanos. A independência trouxe ganhos concretos: escolas, hospitais, energia eléctrica, médicos nas zonas rurais. Devemos valorizar estas conquistas”, afirmou.

Respondendo às questões dos jornalistas, defendeu que o partido deve continuar a exaltar os feitos alcançados desde a independência, mesmo enquanto trabalha para concretizar a independência económica.

Sobre a actual crise de combustíveis em Nampula, reconheceu tratar-se de um problema de âmbito nacional, mas garantiu que o Governo está a tomar medidas para o restabelecimento gradual do abastecimento.

“É uma situação transitória. A Direcção Nacional dos Hidrocarbonetos está em contacto com os operadores e já se registam melhorias em algumas províncias”, esclareceu.

Referindo-se à destruição de sedes partidárias e de instituições públicas, assegurou que existem planos para a sua reconstrução e apelou à salvaguarda do património comum.

“Não podemos estar a chorar o que aconteceu. Temos de olhar para a frente e reerguer as nossas sedes e instituições. Mas é importante que actos de destruição não se repitam”, advertiu.

“A paz começa em casa, na comunidade, na banca do irmão, na barbearia do outro. Cada um tem um papel. E os membros da FRELIMO estão a dar o exemplo, promovendo harmonia mesmo depois de terem sido alvos directos de violência”, concluiu. Faizal Raimo

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