ECONOMIA
FCSH celebra cultura e turismo com o vibrante Festival Okumana na Ilha de Moçambique
A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Lúrio realiza, na tarde desta sexta-feira (05), a quinta edição do Festival Okumana, um evento académico-cultural que se afirma como marca institucional e uma das maiores vitrinas práticas do curso de Turismo e Hotelaria.
Segundo o director da FCSH, Wilson Nicaquela, o festival resulta da integração de várias cadeiras práticas cujo exame final é desenvolvido de forma conjunta. “O Festival Okumana nasce da necessidade de oferecer ao estudante várias alternativas e possibilidades de colocar em prática os seus conhecimentos”, explicou.
As disciplinas envolvidas incluem Organização e Gestão de Eventos, Negócios Turísticos, Empreendedorismo, Marketing, Restauração e Bar, e Gestão e Venda de Bebidas. Ao longo do festival, os estudantes são avaliados em todas as fases — da concepção do evento à logística, passando pela produção, recepção e atendimento ao público.
O nome Okumana, esclarece Nicaquela, remete ao “respeito pelo encontro”, simbolizando a ligação entre estudantes, a comunidade académica e o público da Ilha de Moçambique. Com o tempo, o festival deixou de ser apenas uma actividade de avaliação prática e transformou-se num espaço de diálogo entre cultura local, criatividade estudantil e formação académica.
“É um festival complexo e multiverso, que combina gastronomia, música, dança, declamação de poemas e várias experiências práticas”, destacou o director. Cabe aos estudantes planear o evento, produzir e vender bilhetes, assegurar a comunicação e marketing, organizar o serviço de bar e restauração e aplicar técnicas de etiqueta e atendimento profissional.
Realizado anualmente entre a última semana de novembro e a primeira de dezembro, o Okumana consolidou-se como uma tradição da FCSH. “Estamos a dizer que, nos últimos cinco anos, temos ciclicamente realizado este festival, que já se tornou uma marca da Faculdade”, sublinhou.
A ambição agora, acrescenta Nicaquela, é ampliar a dimensão e o impacto do evento, reforçando o turismo cultural e académico na Ilha de Moçambique. “Auguramos que esta marca ganhe outras proporções, para cada vez mais contribuir para a promoção da cultura e, sobretudo, da Ilha de Moçambique, onde nós estamos.” José Luís