ECONOMIA

Eduardo Abdula quer o fim das “montras de ferro” e a devolução da confiança à cidade de Nampula

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O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, condenou publicamente o cenário de insegurança que continua a marcar o centro urbano da cidade, onde a maioria das lojas e estabelecimentos comerciais mantém as montras protegidas com grades de ferro.

“Não queremos um distrito de Nampula com montras de ferro devido às manifestações extremas”, afirmou Abdula, recentemente, num evento público que serviu para apresentar a nova administradora do distrito de Nampula, Etelvina Fevereiro.

A origem desta prática remonta a Dezembro de 2024, quando apoiantes do político Venâncio Mondlane, então concorrente presidencial, convocaram manifestações de carácter tumultuoso em várias cidades. Em Nampula, a mobilização degenerou em saques generalizados. Várias lojas, armazéns com produtos alimentares e estabelecimentos de venda de motorizadas foram invadidos e vandalizados, causando enormes prejuízos ao sector empresarial local.

Como resposta, os comerciantes passaram a proteger os seus imóveis com estruturas metálicas em todas as partes envidraçadas, numa tentativa de evitar novos ataques. Quase meio ano depois, a cidade mantém esse visual de desconfiança e retração, sem sinais claros de uma estratégia pública para restaurar a segurança e reverter a situação.

Abdula defende uma cidade aberta, segura e propícia ao investimento. “Queremos um distrito próspero, justo e pacífico, onde os cidadãos possam viver e trabalhar em harmonia. Estamos confiantes de que, juntos, podemos construir um distrito melhor para todos”, declarou.

Nos últimos meses, o governador tem realizado visitas regulares aos principais pontos de tensão na província, promovendo o diálogo como ferramenta de pacificação. Em Malema, por exemplo, interveio directamente em disputas protagonizadas por grupos de Naparamas, cuja tensão se prolongava até Março.

Visitou também o mercado mais movimentado de Nacala, local que foi epicentro das manifestações, além de postos administrativos de Aube, em Angoche, e Nanhupo Rio, em Mogovolas — todos identificados como zonas de elevada agitação.

Já neste fim-de-semana, Eduardo Abdula deslocou-se ao mercado do Waresta, considerado um dos pontos mais perigosos da cidade, onde apelou à união em torno do desenvolvimento. “Vamos todos trabalhar para o bem da nossa província. Não importa de que partido sejamos. O nosso compromisso é com Nampula”, afirmou. Faizal Raimo

 

 

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