ECONOMIA
EDM investe 70 milhões para repor energia em Cabo Delgado e Eráti
A Electricidade de Moçambique anunciou um investimento global de cerca de 70 milhões de meticais para a reposição total da infraestrutura elétrica que colapsou no distrito de Nacarôa, em Nampula, deixando a província de Cabo Delgado e o distrito de Eráti sem fornecimento regular de energia.
Numa primeira fase, a empresa está a aplicar aproximadamente 20 milhões de meticais na montagem de uma linha provisória, considerada essencial para restabelecer o serviço no mais curto espaço de tempo.
De acordo com o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Eletricidade de Moçambique (EDM), Joaquim Ou-Chim, a queda da torre ocorreu após a subida do caudal do rio Mecubúri, no distrito de Nacarôa, que provocou erosão nas margens e comprometeu a estabilidade da estrutura.
Apesar de as equipas técnicas já estarem posicionadas no terreno para executar medidas de mitigação, a intensidade das chuvas acabou por acelerar o colapso, obrigando a empresa a avançar com soluções de emergência.
A resposta imediata passou pela mobilização de cerca de 100 trabalhadores, entre técnicos da EDM e membros das comunidades locais recrutados e treinados para apoiar nas operações.
Devido às dificuldades de acesso e à impossibilidade de utilização de gruas e outras máquinas pesadas, grande parte dos trabalhos decorre com recurso à força humana, enquanto decorre a instalação da solução provisória que deverá permitir o relançamento da linha de alta tensão.
Recorde-se que como consequência da queda da torre, cerca de 210 mil consumidores ficaram sem energia elétrica na província de Cabo Delgado e no distrito de Eráti, em Nampula, após o colapso registado no dia 10, na sequência de vários dias de pressão das águas.
A EDM reconhece que grande parte das suas infraestruturas foi construída há décadas e não estava preparada para fenómenos climáticos extremos cada vez mais frequentes, razão pela qual a reconstrução definitiva deverá integrar soluções mais resilientes para reduzir riscos semelhantes no futuro. Redacção