ECONOMIA
De capitais chineses: Moçambique poderá ter parque industrial de reciclagem de metais não ferrosos
A empresa chinesa Yusheng acaba de anunciar a sua entrada oficial no mercado moçambicano, com planos para construir um parque industrial dedicado à reciclagem de metais não ferrosos. O empreendimento, que contará com a parceria da moçambicana Edgeline, prevê gerar cerca de 3.000 postos de trabalho directos e uma produção anual estimada em 1.000 toneladas, além de contribuir com receitas significativas em moeda estrangeira para a economia nacional.
O anúncio foi feito por Chen Xinzhi, representante da Yusheng, após uma audiência com o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, esta terça-feira, em Maputo. Segundo Xinzhi, esta é a primeira vez que o grupo visita Moçambique e o país deixou uma impressão extremamente positiva.
“Viemos procurar oportunidades em África e Moçambique foi uma escolha acertada. Fomos muito bem recebidos pelo Presidente, o que nos transmite confiança para avançarmos com este investimento”, afirmou.
O grupo Yusheng encontra-se em processo de expansão no continente africano, sendo Moçambique o primeiro país a acolher um projecto desta natureza.
“Escolhemos Moçambique porque acreditamos no seu potencial. Com a colaboração da empresa Edgeline e do Governo moçambicano, esperamos implementar o projecto com rapidez e eficácia”, acrescentou o representante.
O futuro parque industrial deverá impulsionar o sector de reciclagem no país, com destaque para a valorização de resíduos metálicos, criação de empregos e geração de divisas. A iniciativa surge numa altura em que o Governo moçambicano tem reforçado a aposta em parcerias público-privadas como via para acelerar a industrialização e a diversificação económica.
Segundo a Presidência da República, este potencial investimento evidencia o crescente interesse de grupos internacionais em Moçambique, podendo posicionar o país como um centro regional na reciclagem de metais não ferrosos. Faizal Raimo