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CTA quer mobilizar sector privado para combater desnutrição em Moçambique

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O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, defendeu esta quarta-feira (9) uma acção mais concertada entre o Governo, o sector privado e os parceiros internacionais para enfrentar o grave problema da desnutrição crónica no país. Falando à margem da Conferência Internacional sobre Nutrição e Agronegócio, que decorre de 10 a 11 de Julho, em Nampula, Massingue sublinhou que o combate à má nutrição é essencial para o desenvolvimento sustentável.

“Não teremos um país desenvolvido sem um capital humano saudável. E para termos isso, é necessário alimentar bem as pessoas desde cedo, para que cresçam com equilíbrio mental e físico”, afirmou, acrescentando que “Nampula, sendo a província mais populosa, precisa de atenção especial”.

Álvaro Massingue, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA)

Massingue destacou que a CTA veio ao evento com o compromisso de mobilizar os empresários nacionais a olharem com seriedade para o agronegócio, não apenas como um sector produtivo, mas como um pilar para o bem-estar social. “Queremos fazer com que o empresariado participe directamente na luta contra a desnutrição. Um povo bem alimentado é mais produtivo, mais inovador e mais resiliente”, reiterou.

A participação da CTA nesta conferência marca também a primeira visita oficial de Álvaro Massingue a Nampula desde que assumiu a presidência da organização, no mês passado. Para o dirigente, o evento representa uma oportunidade de alavancar sinergias entre actores públicos e privados em prol da segurança alimentar nacional.

“Nós entendemos, como CTA, que é muito importante que o Governo, os parceiros e a Aliança Global para a Melhoria da Nutrição (GAIN) olhem para este assunto da nutrição com a seriedade que merece. É preciso unir esforços para que todos os intervenientes nesta cadeia contribuam para que o país ultrapasse este desafio da desnutrição”, concluiu.

Recorde-se que a província de Nampula regista a mais alta taxa de desnutrição crónica em Moçambique. Estima-se que cerca de um terço das mortes de crianças menores de cinco anos esteja directamente relacionado com este flagelo, que afecta 46,7% da população infantil. FaizalRaimo

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