SOCIEDADE
Congregação da Paz e Misericórdia reforça missão com votos perpétuos de quatro irmãs em Carrupeia
A Congregação da Paz e Misericórdia, uma das referências históricas da presença religiosa feminina na Arquidiocese de Nampula, reforçou ontem a sua missão evangelizadora e social com a profissão perpétua de quatro irmãs em Carrupeia. A cerimónia foi presidida pelo arcebispo emérito Dom Tomé Makhweliha, que destacou o contributo indispensável das religiosas para a vida pastoral e para o serviço às comunidades mais vulneráveis.
Na sua homilia, Dom Tomé recordou que, ao longo de várias décadas, as irmãs da Paz e Misericórdia têm sido presença constante em zonas rurais e periferias onde o Estado e outras instituições dificilmente chegam.
“Consagradas para o povo de Deus, no meio deles, partilhando as suas situações — é isto que sempre vos caracterizou,” afirmou, sublinhando que a congregação permanece fiel à sua vocação de simplicidade, proximidade e serviço.
O arcebispo evocou ainda episódios da sua passagem pela diocese, como a visita a Momola onde encontrou duas irmãs “a viver numa cabana simples, sem luz, mas iluminando o povo com a sua presença.” Para Dom Tomé, este é o sinal mais autêntico da missão:
“O coração de Deus pulsa nos pobres, nos doentes, nos abandonados. É aí que deve pulsar também o vosso coração.”
Com os votos perpétuos, as quatro irmãs passam a integrar de forma definitiva a congregação, assumindo os compromissos de pobreza, obediência e caridade, pilares que sustentam a vida religiosa desde a fundação da Igreja. O prelado sublinhou que a consagração não é privilégio nem mérito pessoal, mas resposta humilde à graça de Deus.
“Não fostes vós que escolhestes a Deus. Foi Deus que se encantou por vós,” disse, ecoando o espírito da saudação bíblica à Virgem Maria. Faizal Raimo