POLÍTICA
Chapo reforça diplomacia económica em Washington com FMI e DFC
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, intensificou, em Washington D.C., a sua agenda de diplomacia económica com encontros de alto nível no Fundo Monetário Internacional (FMI) e na Corporação Financeira para o Desenvolvimento Internacional (DFC) dos Estados Unidos da América. O objectivo foi consolidar o posicionamento de Moçambique no cenário económico global e mobilizar mais financiamento para projectos estratégicos de energia, infra-estruturas, agricultura, indústria e turismo, gerando emprego e crescimento inclusivo.
Na segunda-feira, 27 de Outubro, Chapo reuniu-se na sede do FMI com o Vice-Director-Geral, Bo Li, que confirmou o envio de uma missão ao país em Novembro, a fim de se inteirar da nova visão económica do Governo e prestar apoio técnico à sua materialização. “Viemos agradecer ao FMI por ter aceite o nosso pedido de um novo programa, que vai de acordo com a nossa visão como Governo”, afirmou o Chefe do Estado.
O estadista frisou que Moçambique enfrenta desafios macroeconómicos que exigem maior arrecadação de receitas, alargamento da base fiscal, transparência e combate à corrupção. Sublinhou ainda que o novo programa tem como base a diversificação da economia, a boa governação e a criação de emprego.
Ainda na segunda-feira, Chapo encontrou-se com a direcção da DFC, instituição com a qual Moçambique já mantém cooperação sólida. Entre os investimentos em curso, destacou-se a Central Térmica de Temane (450 MW), a Linha de Transmissão Temane-Maputo e financiamentos de cerca de 1,5 biliões de dólares para o sector do gás natural no Rovuma. “Viemos porque já temos uma excelente relação com a DFC. O objectivo é reforçar a nossa diplomacia económica”, assinalou.
O Chefe do Estado acrescentou que estão em preparação novos investimentos, incluindo a central eléctrica de Namaacha, avaliada em 150 milhões de dólares, e a expansão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e do projecto Mphanda Nkuwa, de 1.500 MW, com vista a tornar Moçambique um hub regional de fornecimento de energia.
Chapo apresentou também oportunidades de investimento nos sectores da agricultura, turismo e infra-estruturas, destacando a dinamização do Corredor de Nacala como pólo regional de crescimento económico. No turismo, renovou o convite para a Conferência Internacional de Turismo, de 3 a 4 de Novembro, em Vilankulo.
“Achamos que com mais projectos deste género vamos, sem margem de dúvidas, desenvolver o país. O nosso objectivo principal é criar emprego para a juventude, para as mulheres e para os homens, gerar rendas e melhorar as condições de vida das famílias moçambicanas”, concluiu. Redacção