CULTURA
Chapo defende em Argélia património como motor de renda e turismo em Moçambique
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta sexta-feira (05), em Argel, que o património histórico e cultural deve ser transformado em activo sustentável, capaz de gerar renda, fortalecer a identidade nacional e promover a educação cívico-patriótica da juventude moçambicana.
A declaração foi feita após a visita ao Museu Histórico de Tipaza, classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, onde o Chefe do Estado moçambicano destacou a importância de experiências internacionais para inspirar o aproveitamento turístico e educativo do património nacional.
“É um valor patrimonial histórico, incluindo até arqueológico, construído no tempo do Império Romano. Este tipo de herança é importante ser preservado, não só para manter viva a história, mas também para transmiti-la às futuras gerações”, afirmou Chapo, sublinhando a relevância de garantir a manutenção de monumentos.
O Presidente traçou paralelismos entre Tipaza e locais moçambicanos como a Ilha de Moçambique, também Património Mundial da UNESCO, e Manyikeni, em Vilankulo, antigo centro comercial do Império Monomotapa. Destacou ainda que estas rotas comerciais se ligam à história universal, sendo fundamentais não só para a arqueologia, mas igualmente para o turismo.
Segundo Chapo, Tipaza é um exemplo de como o turismo pode ser motor económico, sustentado pela preservação patrimonial. “A sua economia é feita pelo turismo e agricultura. Esta experiência é de transportar para Moçambique”, disse, mencionando igualmente o Parque Nacional de Maputo, já reconhecido pela UNESCO.
O estadista frisou que a valorização destes locais deve estar associada à construção de uma consciência nacional mais forte. “Quem não tem passado, não tem presente e não consegue projectar o futuro. Precisamos de falar da nossa história para educar civicamente a juventude”, enfatizou.
Daniel Chapo reafirmou que a estratégia de Moçambique passa por transformar o património em activos sustentáveis. “Queremos transportá-la para Moçambique, transformar os nossos activos em fontes de geração de renda para o país, contarmos e preservarmos a nossa história e consolidarmos a educação cívico-patriótica para a juventude”, concluiu. Redacção