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Cem dias de governação de Chapo: FRELIMO celebra com marcha e apelo à reconciliação nacional

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O partido FRELIMO anunciou, esta quarta-feira (30), a realização de uma marcha nacional no próximo dia 3 de Maio, em saudação aos 100 dias de governação do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.

A informação foi avançada em conferência de imprensa por Filipe Paúnde, membro da Comissão Política da FRELIMO, actualmente em visita de trabalho de sete dias à província de Nampula. Segundo Paúnde, a marcha visa não apenas celebrar os feitos do novo Presidente, mas também promover uma agenda de reconciliação nacional, rumo ao jubileu dos 50 anos da independência.

“É motivo mais do que suficiente para nos mobilizarmos. Em apenas 100 dias, o Presidente Daniel Chapo mostrou uma grande vontade política, promoveu o contacto directo com as populações e impulsionou o consenso nacional, mesmo sem orçamento aprovado”, declarou.

Entre os feitos destacados por Paúnde está a criação de uma Lei de Processo de Diálogo, que visa institucionalizar mecanismos de entendimento e participação. O dirigente político elencou ainda o pagamento do décimo terceiro salário e das horas extraordinárias, a liquidação de dívidas acumuladas com terceiros e avanços nos sectores da saúde e habitação.

“Aqui em Nampula, o Hospital Central realizou 350 operações em tempo recorde, beneficiando pessoas que há anos esperavam por uma cirurgia. Em Maputo, arrancou a construção de seis mil apartamentos para jovens. São realizações concretas que justificam a nossa marcha”, afirmou.

Reconciliação nacional é prioridade

Num tom conciliador, Filipe Paúnde defendeu uma reconciliação nacional “efectiva e real”, sublinhando que é tempo de os moçambicanos deixarem para trás as mágoas do passado recente, em particular das eleições de 2024, que foram amplamente contestadas e marcaram o país por episódios de violência e destruição.

“O que queremos é que os moçambicanos se reconciliem, se respeitem e trabalhem juntos para o bem comum. Passámos momentos difíceis, mas o futuro depende da nossa união”, apelou.

Segundo Paúnde, a diversidade política não deve ser vista como inimizada. “Podemos ter três filhos na mesma casa, cada um em partidos diferentes. Mas continuam a ser irmãos, são família. Precisamos cultivar o amor ao próximo e trabalhar juntos para desenvolver Moçambique. Ninguém o fará por nós”, concluiu. Vânia Jacinto

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