ECONOMIA

Baixo valor acrescentado pode limitar ganhos da isenção chinesa, diz Castigo José Castigo

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O economista e director da Faculdade de Economia da Universidade Rovuma alerta que o fraco nível de transformação dos produtos moçambicanos e o reduzido peso da China nas exportações nacionais podem limitar os benefícios da isenção de tarifas anunciada por Pequim.

No entanto, Castigo José Castigo, considera que a decisão da China de eliminar tarifas sobre exportações africanas, incluindo Moçambique, pode gerar benefícios económicos, mas com impacto limitado devido às fragilidades internas.

Em entrevista ao Jornal Rigor, o especialista explicou que a medida pode tornar os produtos moçambicanos mais competitivos no mercado chinês, favorecendo o aumento das exportações e a entrada de divisas, com possíveis reflexos no crescimento económico. “Isso tem impactos potenciais também na correcção do défice comercial”, afirmou.

No entanto, alerta que os ganhos não serão automáticos. Segundo o economista, a economia nacional continua pouco diversificada e assente na exportação de produtos primários, com baixo nível de transformação local. “Moçambique não tem aproveitado de forma efectiva essas isenções”, disse, sublinhando que essa realidade limita a geração de valor e emprego.

Castigo José Castigo acrescenta que o peso ainda reduzido da China nas exportações moçambicanas, aliado à predominância de uma agricultura de subsistência, reduz o alcance da medida e pode até trazer riscos, como a dependência de políticas externas e pressões sobre a segurança alimentar.

Perante este cenário, defende reformas estruturais, com aposta na industrialização, diversificação produtiva e modernização da economia, como condição para o país tirar real proveito das isenções.

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