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Arcebispo Inácio Saúre apela à unidade e santidade no jubileu dos sacerdotes em Nampula
Nampula — Na celebração da Missa Crismal e do Jubileu dos Sacerdotes, o Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), Dom Inácio Saúre, deixou uma poderosa exortação aos presbíteros da diocese: “sejam santos, espalhem o perfume de Cristo e rejeitem o veneno das calúnias”.
A cerimónia, realizada na Sé Catedral, reuniu dezenas de padres, religiosos e fiéis leigos num momento de renovação espiritual e reafirmação das promessas sacerdotais. Dom Inácio destacou que a Missa Crismal, por excelência, simboliza a comunhão dos sacerdotes com o seu bispo, sendo um “dever e não uma escolha” manifestar esta unidade.
Durante a homilia, o prelado recordou que o sacerdócio é um dom gratuito, não um privilégio hierárquico: “os presbíteros não são superiores nem inferiores aos fiéis, mas servos; ministros, não chefes”, disse, alertando para o perigo do clericalismo, da mediocridade e da perda da dimensão pastoral do ministério.
Com duras palavras, o Arcebispo lamentou que “alguns presbíteros, infelizmente, sejam fonte de divisão, espalhando ‘veneno mortífero’ e manchando a beleza da comunhão”. Reforçou que a fidelidade ao ministério exige santidade, zelo pastoral e disponibilidade para tocar a alma do povo: “O povo não espera padres chefes, mas pastores alegres, audazes e próximos”, afirmou.
Num tom de esperança, Dom Inácio invocou o lema do jubileu proclamado pelo Papa Francisco — “A esperança não engana” — e concluiu invocando a intercessão de Maria, Mãe dos Sacerdotes, para cada presbítero ser um “discípulo missionário, pastor do rebanho e testemunha da esperança”.
A cerimónia encerrou com a renovação das promessas sacerdotais e o entoar do Magnificat, num momento de profunda comunhão e gratidão pela vocação sacerdotal em Moçambique. Faizal Raimo