POLÍTICA

Após eleição contestada, secretária da OMM enfrenta desafio de unir a organização em Nampula

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Militantes exigem intervenção do SG da FRELIMO

Depois de uma eleição marcada por contestação, Amida Firmino, recentemente eleita secretária provincial da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) em Nampula, afirma estar focada na construção da coesão interna da organização.

Em entrevista ao Jornal Rigor, Firmino explicou que a tomada de posse ocorreu no próprio dia da eleição e que, dias depois, recebeu oficialmente as pastas da direcção. Respondendo a críticas sobre alegadas irregularidades no processo eleitoral, garantiu que “nem tudo o que ouvimos é verdade” e refutou a acusação de não cumprir o requisito mínimo de cinco anos de militância previsto nas directivas da OMM.

Segundo disse, fez parte da direcção anterior, onde liderou a área de formação de quadros da organização.

“Quando alguém nova é indicada para dirigir, é sinal de que serve e é útil para a organização”, afirmou.

Firmino garante que a OMM em Nampula “está saudável” e a trabalhar para se tornar “cada vez mais coesa”. Desde a sua eleição, tem realizado vários encontros internos, estando agendada para esta quarta-feira, no distrito de Meconta, uma “lareira de reflexão” destinada à apresentação da nova direcção e à promoção de debate interno.

“Barulho não faz bem, mina o ambiente. Não gosto de confusão. Defendo a paz porque não se pode alcançar qualquer objectivo sem paz”, disse, acrescentando que a sua gestão tem promovido palestras sobre a importância de as mulheres defenderem não apenas os seus direitos, mas também os das raparigas, contribuindo para um ambiente de paz.

Amida Firmino

Militantes exigem intervenção do SG da FRELIMO

A eleição de Amida Firmino, realizada no mês passado após a exclusão da então candidata Margarida Namuaca, continua a gerar forte contestação dentro da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) em Nampula. Um grupo significativo de militantes defende a sua destituição, alegando que foi eleita à margem das directivas e estatutos, tendo pouco mais de três anos de filiação.

Namuaca acusa o envolvimento de quadros ao mais alto nível na sua exclusão, para viabilizar a eleição de Firmino. Fontes internas, que pediram anonimato, afirmam que parte dos suplentes e delegados foi “instrumentalizada” e que houve entrega de valores monetários para influenciar votos. Outras críticas apontam para a incoerência de reprovar a candidatura de Namuaca por irregularidades antigas, enquanto, segundo as mesmas fontes, membros com processos disciplinares activos têm sido nomeados para cargos de direcção.

As militantes ameaçam suspender, por tempo indeterminado, a colaboração nas actividades internas caso a direcção nacional da FRELIMO não intervenha na alegada eleição irregular. As mulheres pedem a intervenção do Secretário-Geral do partido no caso da eleição, alegando que Amida Firmino foi eleita com apenas três anos de militância, contrariando os cinco exigidos nos estatutos. A votação decorreu num clima de descontentamento generalizado entre as integrantes da organização.

Apesar das acusações, Amida Firmino afirma que o seu foco é “unir a organização e servir as mulheres de Nampula”, procurando ultrapassar as divisões internas. Redacção

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