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ANAPRO Norte exige protecção urgente para professores em zonas de insurgência em Cabo Delgado

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A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), região norte, exige que o governo provincial de Cabo delgado e central tomem medidas urgentes para realocar docentes em zonas seguras e garantir protecção efectiva à classe. “Não podemos continuar a enterrar professores como se fossem alvos descartáveis. Estamos na linha da frente da educação e não do terrorismo”, afirmou o coordenador regional, Arnaut Ângelo Naharipo.

A exigência surge após o assassinato do professor António Gil, morto na noite de 7 de Setembro em Mocímboa da Praia, vítima de um ataque terrorista no bairro Filipe Nyusi. A ANAPRO denuncia ainda a conduta do director distrital de Quissanga, acusado de obrigar docentes a leccionarem em áreas de risco enquanto a própria direcção funciona em Pemba. “Alguns colegas chegaram a ser descontados no salário por se recusarem a enfrentar a morte”, acrescentou Naharipo.

O coordenador classificou a situação como “macabra e vergonhosa”, acusando as autoridades de abandonarem os professores à sua sorte. “Afinal de contas, a vida do professor não vale nada? Até quando com esse tamanho desprezo? O professor é quem formou o presidente da República, o primeiro-ministro, o médico, o governador e até astronautas. Esses todos são valorizados, mas tristemente o professor só é lembrado em campanhas eleitorais. Já basta com esse desprezo”, disparou.

Num comunicado emitido ao nível nacional, a ANAPRO endereçou condolências à família enlutada e à comunidade educativa de Mocímboa da Praia, pedindo que a morte de António Gil não seja apenas mais um número nas estatísticas da violência. “Pedimos paz, segurança e dignidade para os professores de Cabo Delgado. Só assim poderemos garantir o futuro da educação”, concluiu a associação. Redacção

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