ECONOMIA
Agentes de e-Mola denunciam burlas frequentes em Nacala-Porto
No distrito de Nacala-Porto, província de Nampula, vários agentes do serviço de carteira móvel e-Mola denunciam burlas recorrentes por parte de clientes. A situação, que consideram constrangedora e perigosa, afecta sobretudo aqueles que operam com valores pertencentes a terceiros, sob responsabilidade de patrões.
Eugénio Joaquim, agente de e-Mola no mercado municipal da Cidade Alta, descreve dificuldades constantes no exercício da actividade, agravadas pelos golpes de que tem sido alvo. O caso mais recente ocorreu na semana passada, quando um cliente tentou enganá-lo após levantar dinheiro.
“O senhor veio fazer o levantamento, entreguei o valor e ele confirmou. Depois de dar alguns passos, voltou a dizer que o dinheiro não estava completo. Felizmente, não cedi. Já fui burlado duas vezes. Se dependesse de mim, a Movitel devia criar mecanismos de protecção, porque muitos de nós lidamos com dinheiro alheio e basta um erro para perdermos o emprego”, alertou.
Tomé Bonifácio, outro agente que actua nas imediações do mercado, também relata ter sido alvo de tentativas de burla com notas falsas.
“Aparecem com dinheiro falso. Depositamos o valor e ficamos sem nada. Já me aconteceu o dinheiro desaparecer como que por magia. Parece feitiço. Deixo aqui o apelo: precisamos de estar atentos e protegidos contra esses burladores.”
Em casos mais extremos, os esquemas chegam a envolver estratégias mais sofisticadas. Edson André, agente localizado próximo à padaria Motim, contou que conseguiu identificar um cliente que tentava burlar o sistema.
“Ele contou o dinheiro, depositou, e o valor entrou na conta dele. Mas, quando fui conferir o montante três vezes, o dinheiro já tinha desaparecido. Era coisa de máfia. Não consegui recuperar nada”, lamentou.
Face a estes episódios, os agentes apelam à operadora Movitel, responsável pelo e-Mola, que reforce os sistemas de segurança e ofereça mais apoio aos seus representantes, sobretudo em zonas com grande movimentação de dinheiro.
“Estamos nas ruas todos os dias a lidar com valores altos e pessoas desconhecidas. Quando algo corre mal, somos nós que pagamos, mesmo sendo vítimas. Precisamos de garantias e apoio real da operadora”, concluiu Eugénio Joaquim. Redacção