ECONOMIA

Acidentes de trabalho aumentam na província de Nampula no primeiro semestre

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A província de Nampula registou 25 acidentes de trabalho durante o primeiro semestre de 2025, contra 14 casos reportados no mesmo período do ano anterior — um aumento de 11 casos. A informação foi revelada por Thiago Gaita, delegado provincial da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT), durante um encontro com trabalhadores, empregadores e parceiros sociais, realizado na cidade de Nampula, na última semana.

“Podemos dizer que ainda estamos aquém das nossas exigências, mas as empresas têm melhorado gradualmente as condições de segurança. No entanto, os números mostram que precisamos redobrar esforços para prevenir riscos”, afirmou Gaita.

Os distritos mais críticos são Moma, com destaque para a empresa multinacional Kenmare, que reportou a maior parte dos casos e a cidade de Nampula, especialmente nos sectores da construção civil e da segurança privada, que continuam a registar acidentes com frequência.

Segundo o delegado, a inspecção tem instado as empresas a reforçarem os mecanismos de prevenção de acidentes, com foco na disponibilização e uso obrigatório de Equipamentos de Protecção Individual (EPIs). “Não basta fornecer o equipamento é fundamental que os trabalhadores o utilizem. O acto inseguro, muitas vezes, parte do próprio trabalhador, e temos estado a sensibilizar nesse sentido”, explicou.

Apesar do aumento no número de ocorrências, a inspecção considera positiva a ausência de vítimas mortais até ao momento. “Felizmente, não tivemos mortes registadas. Todos os sinistrados foram encaminhados às seguradoras, onde receberam os devidos cuidados e compensações”, garantiu Gaita.

A Inspecção-Geral do Trabalho compromete-se a intensificar a fiscalização no segundo semestre e a continuar a promover acções de sensibilização junto dos empregadores e trabalhadores, com vista à construção de uma cultura de segurança mais sólida nos locais de trabalho.

“Os conteúdos audiovisuais, por exemplo, têm mostrado que a comunicação eficaz pode transformar comportamentos. Queremos que essa lógica também se aplique ao ambiente laboral: prevenir, educar e proteger. Esta é a nossa prioridade”, concluiu o delegado. Redacção

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