ECONOMIA
“A Haiyu está, de facto, a dinamizar o desenvolvimento, complementando o governo no seu plano económico-social”, administrador de Moma sobre a responsabilidade social empresarial
O administrador distrital de Moma, Juma Cadria, considera que os investimentos realizados pela mineradora Haiyu Mozambique Mining, no âmbito da responsabilidade social, estão a ter um impacto “enorme e visível” na melhoria das condições de vida das populações locais. O dirigente destacou que as acções da empresa abrangem sectores cruciais como educação, saúde, água e energia, respondendo a necessidades antigas das comunidades hospedeiras.
Segundo Cadria, a contribuição da empresa vai além do simples cumprimento de obrigações legais, representando uma verdadeira parceira do governo na execução do plano económico e social do distrito. “Em termos de impacto, aquilo que a Haiyu tem estado a fazer no nosso distrito é extremamente importante. Temos salas de aulas, furos de água e mini-sistemas de abastecimento, além de projectos de electrificação em comunidades que, por muitos anos, nunca tiveram corrente eléctrica”, frisou.
No sector da educação, o administrador assinalou a construção de várias salas de aula, com destaque para a localidade de Mpaco, onde decorre a edificação de uma escola secundária. “Acreditamos que estará concluída até o fim do ano. Isso vai permitir que centenas de adolescentes tenham acesso ao ensino médio sem percorrer longas distâncias”, acrescentou.
Na área da saúde, a Haiyu ergueu um centro de saúde do tipo II em Mputine, com maternidade incluída — uma infra-estrutura que, de acordo com Cadria, já está a aliviar o sofrimento da população. “Antes, os pacientes eram obrigados a percorrer muitos quilómetros para ter acesso a cuidados básicos. Hoje, não só Mputine, mas também as comunidades vizinhas beneficiam-se desta unidade sanitária”, destacou.
A electrificação de zonas periféricas é outro marco importante apontado pelo administrador. Os projectos em curso abrangem comunidades como Ntopa, Briganha, Mponha, Muripa, Nacalela e Natupi, localidades que viveram durante décadas sem energia eléctrica. “O distrito de Moma tinha índices muito baixos de electrificação. Este esforço da Haiyu contribui sobremaneira para elevar os nossos indicadores e abrir espaço a novas oportunidades económicas”, explicou o dirigente.
Cadria recordou que, nos últimos anos, a escassez de fundos públicos dificultou a execução do plano económico-social do distrito. “Muitas vezes não conseguimos mobilizar recursos suficientes para todas as áreas prioritárias. Neste contexto, as acções de responsabilidade social da Haiyu vêm preencher lacunas e garantir que as comunidades não fiquem para trás”, observou.
Além das infra-estruturas já entregues, estão em curso outros projectos estruturantes que deverão consolidar a imagem de Moma como um distrito em transformação. Entre eles, destacam-se a expansão de sistemas de abastecimento de água e a reabilitação de infra-estruturas comunitárias degradadas.
O administrador sublinhou que o envolvimento da sociedade civil tem sido essencial para garantir transparência e fiscalização. “Acompanhamos estes investimentos com a participação das comunidades, porque queremos que sejam sustentáveis e respondam a prioridades reais”, referiu.
Cadria concluiu afirmando que o impacto da responsabilidade social não se mede apenas pelas infra-estruturas, mas também pelo efeito directo na dignidade das pessoas. “Cada escola construída representa menos crianças a estudarem debaixo de árvores. Cada furo aberto significa menos mulheres a caminharem longas distâncias em busca de água. E cada poste eléctrico instalado abre horizontes para pequenos negócios e serviços”, sintetizou.
O administrador assegurou que o distrito continuará a privilegiar parcerias com entidades comprometidas com o bem-estar colectivo, transformando a responsabilidade social empresarial numa aliada estratégica do desenvolvimento de Moma. Redacção