OPINIÃO
A finta do governo sobre as Horas Extras dos professores
A Associação Nacional dos Professores reclama disparidade de mentiras sobre Horas Extras dos professores.
A ministra das Finanças disse que a prioridade Carla Alexandra é o exercício corrente, o porta-voz do conselho de ministros Inocêncio Impissa diz que até 30 de Novembro todas as dívidas com os professores terão sido pagas, mas a Samaria Tovela do pelouro de educação afirma que não é possível pagar tudo de uma vez, ou seja, não é possível pagar uma dívida de 3 anos num ano só, acrescentando que ainda está se fazendo um trabalho para terminar a dívida de 2023 e depois prosseguir com a dos anos subsequentes.
A ANAPRO questiona: afinal quem fala verdade? E porquê o professor tem de ser o único responsável deste problema, ciente que a dívida é do governo e quem está no exercício só se preocupa em justificar sem pagar?
A ANAPRO reitera seu compromisso na defesa dos direitos da classe e não aceitaremos ser distraídos, pois a preocupação é apenas com o final do ano, visando persuadir o professor a entregar os resultados e assistir o processo de exames, mas depois disso nada mais dirão, senão justificativas de sempre.
Reafirmamos como ANAPRO que se for necessário voltaremos a uma greve generalizada para exigir nossos direitos.
Isso inquieta a classe pois, o governo fecha as linhas de diálogo durante todo ano, só no fim se preocupa em desinformar sobre as Horas Extras, como se nós como classe docente estivéssemos reféns e mendigos delas. Note-se que temos muito a discutir com o governo sobre: actos administrativos parados já há 3 anos, assistência médica medicamentosa que não nos beneficia, mas cobrado mês após mês que na nossa óptica faria mais sentido se estivesse fora da gestão do governo, a exigência de incorporação dos subsídios de isolamento retirados, de planificação e de risco nas zonas de conflito ou de várias situações que os professores no distrito passam, a proposta de eleição dos gestores nas escolas, ao invés de indicação política ou por afinidades, os reenquadramentos na TSU que quase acabam caindo no esquecimento, pois só apareceram para prejudicar aos docentes de Nível Um/licenciados que nada ganham mediante a TSU, entre vários aspectos que constam do caderno reivindicativo de que não querem levar o diálogo a andar.
* Vice-presidente e porta-voz nacional da ANAPRO.
Domingos Castelo César
Outubro 11, 2025 at 3:21 pm
Na verdade a mentira dos dirigentes moçambicanos deixam a desejar.
Afinal de contas essas mentiras falar só uma pessoa não chegam? Mas hoje vem este, amanhã vai aquele e ontem era o fulano. Todos estes a se contradizer. Isso chama-se um governo falhado.