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ECONOMIA

Vacina contra malária arranca com guerra declarada contra a desinformação

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A vacinação contra a malária arrancou esta quinta-feira em Nampula com um forte apelo do Governo provincial, que declarou tolerância zero à desinformação e a qualquer acto que perturbe a campanha destinada a imunizar cerca de 300 mil crianças entre 6 e 18 meses.

A província recebeu mais de 450 mil doses, suficientes para garantir 95% de cobertura nos 23 distritos e alcançar uma redução estimada de 60% na incidência da doença, caso a população cumpra as quatro doses previstas.

No acto de lançamento, o governador reiterou que não será permitido qualquer acto de sabotagem, intimidação ou desinformação que prejudique o processo. Recordou episódios anteriores em que profissionais de saúde foram ameaçados e unidades sanitárias vandalizadas.

“Há pessoas que agitam a população para não levar as crianças à vacinação e que até vandalizam centros de saúde. Quem for apanhado nessas práticas terá de responder perante a lei. Não vamos permitir que ponham em risco a vida da nossa população”, advertiu.

O governador Eduardo Mariamo Abdula, destacou igualmente que Nampula continua a liderar o número de infecções no país. “Se conseguirmos cobrir estas metas de 95%, vamos baixar cerca de 60% da incidência. Neste momento somos a província com mais casos de malária no país”, afirmou.

Entre Janeiro e Outubro deste ano, Nampula registou 2.948.751 casos de malária e 87 óbitos, números que colocam a província no centro da luta nacional contra a doença. Embora os óbitos tenham diminuído, os casos graves aumentaram, reforçando a necessidade de intensificação das medidas de prevenção.

Abdula apelou à eliminação de criadouros de mosquitos, ao uso correcto de redes mosquiteiras e ao consumo de água fervida, alertando que práticas como o fecalismo a céu aberto continuam a potenciar surtos de doenças durante a época chuvosa.

Com a introdução da nova vacina, o governador de Nampula espera que o sector da Saúde reduza de forma significativa o peso da malária numa província que continua a registar milhões de infecções todos os anos. Assane Júnior

 

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