ECONOMIA
UniRovuma disponível para liderar estudos que viabilizem fábrica de algodão hospitalar em Nampula
A Universidade Rovuma (UniRovuma) manifestou total abertura para conduzir estudos científicos e projectos de investigação que sustentem a criação de uma fábrica de algodão hospitalar, como gaze e ligaduras, na província de Nampula. A posição foi levantada pelo reitor, Professor Doutor Mário Jorge Brito dos Santos, em resposta ao desafio lançado pelo antigo ministro da Saúde, Ivo Garrido, durante o Fórum Anual da Malária.
Garrido questionou por que motivo, sendo Nampula um dos maiores produtores de algodão do país, ainda não existe uma unidade industrial capaz de transformar localmente a matéria-prima em produtos essenciais para o sistema de saúde. Para o ex-ministro, a criação de uma indústria deste género exigiria um estudo académico sólido que orientasse investidores e decisores.
Em reacção, Mário Jorge Brito dos Santos sublinhou que a universidade tem condições técnicas e científicas para apoiar a iniciativa, mas lembrou que o processo exige um alinhamento interinstitucional.
“A universidade pode promover a criação de fábricas, pode e deve formar quadros para essas fábricas, pode criar pesquisas que impulsionem o sector. Mas são necessárias sinergias de várias instituições, agentes económicos e outras áreas. Caso contrário, tudo ficaria para a universidade fazer”, afirmou.
Mário dos Santos, destacou igualmente que a UniRovuma está pronta para conduzir estudos de viabilidade económica, apoiar o desenho do projecto industrial e participar na definição de um plano de acção conjunto.
“O mais importante é pensarmos num plano de acção daqui a algum tempo. Se tivermos um plano de acção em que nós, também a academia, possamos participar na elaboração, num cronograma, na distribuição das responsabilidades, estamos mais uma vez abertos”, garantiu.
O reitor da UniRovuma reforçou ainda a necessidade de um trabalho contínuo e colaborativo entre todos os sectores.
“Estamos abertos para todos os ensinamentos e para participarmos conjuntamente em todas as acções. Nunca podemos esquecer de convidar a academia, e a academia não deve esquecer de convidar também os outros. O convite tem que ser mútuo, nos dois sentidos”, concluiu. Vânia Jacinto
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