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ECONOMIA

SERNIC em Nampula desmantela esquema de venda de telemóveis clonados com mesmo IMEI

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O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) desvendou, esta semana, um esquema de venda de telemóveis clonados no mercado Novo, na cidade de Nampula, onde todos os aparelhos possuíam o mesmo número de IMEI e de série. A operação culminou com a apreensão dos dispositivos, encerramento do estabelecimento e abertura de processo contra os proprietários.

Segundo a porta-voz do SERNIC, Enina Tsinine, a descoberta resultou de uma denúncia feita por um cidadão que havia sido vítima de roubo de telemóvel. O rastreio do dispositivo levou à identificação de uma loja suspeita, onde se verificou que todos os aparelhos – de marcas como Samsung, Oppo, Hot, Itel, entre outras – apresentavam o mesmo código de identificação.

“Fez-se um trabalho a partir da denúncia de um cidadão que teria sido roubado. Após o seguimento das investigações e do rastreio, apurámos que o mesmo aparelho recaía sobre outro cidadão que o havia comprado na loja. Nas diligências descobrimos que todos os telefones existentes naquele estabelecimento comercial tinham o mesmo IMEI e a mesma série, o que não confere. Cada aparelho deve ter um código individual, e isso não acontecia”, explicou Enina Tsinine.

A porta-voz alertou que praticamente todos os cidadãos que adquiriram dispositivos naquele espaço correm o risco de serem notificados caso se registem roubos associados aos mesmos códigos. Para tal, deverão apresentar os comprovativos de compra.

Esquema de falsificação em investigação

O SERNIC admite que este pode ser apenas o início de um esquema mais amplo de falsificação e contrafacção de marcas. “Estamos perante uma situação de falsificação das mesmas marcas. Há trabalhos subsequentes para apurar a proveniência, os proprietários, o local de fabrico e se são originais ou contrafacções. Mais informações serão partilhadas com a imprensa e a população em geral, tendo em conta que muita gente comprou telefones naquele estabelecimento”, acrescentou Tsinine.

No decurso da investigação, um indivíduo foi identificado e está a responder em liberdade, enquanto prosseguem as diligências. “Temos um indiciado que não está detido, mas responde em liberdade, visto que o caso é vasto e carece de aprofundamento. Estamos a apurar se é ele o responsável pela falsificação ou apenas um intermediário na aquisição dos aparelhos”, esclareceu a porta-voz.

O SERNIC promete continuar com as investigações para determinar se outros estabelecimentos no mesmo mercado estarão igualmente envolvidos no esquema. José Luís

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