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Protestos pós-eleitorais deixaram 9.750 trabalhadores no desemprego em Nampula

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As manifestações violentas que se seguiram às eleições do ano passado deixaram um saldo devastador na província de Nampula: 9.750 trabalhadores perderam os seus empregos devido à destruição e paralisação de 602 empresas, revelou a Organização dos Trabalhadores de Moçambique – OTM, durante as celebrações do 1.º de Maio.

“As manifestações levaram à vandalização de 602 unidades produtivas e deixaram quase dez mil cidadãos no desemprego. O futuro desses trabalhadores continua incerto”, afirmou Rodrigues Júlio, secretário provincial da OTM, na leitura da mensagem oficial do Dia Internacional do Trabalhador.

Segundo a OTM, a crise laboral que assola a província é alimentada por um conjunto explosivo de factores, entre eles instabilidade política, calamidades naturais, insegurança armada e crise económica nacional.

“Lamentamos celebrar esta data num contexto de incertezas políticas que fragilizaram a economia, atingindo duramente vários sectores de actividade e deixando milhares de famílias desamparadas”, declarou a organização.

Além dos efeitos das manifestações, a OTM apontou o terrorismo em Cabo Delgado e os recentes ciclones tropicais Chido, Dikelede e Jude como agravantes de um cenário de destruição, luto e empobrecimento nas regiões norte e centro do país. O impacto das calamidades traduziu-se na perda de meios de subsistência, destruição de infraestruturas e agravamento da exclusão social, mergulhando milhares de trabalhadores na incerteza.

A nível da justiça laboral, a OTM registou alguma melhoria. Segundo Júlio, houve redução nos conflitos laborais formais, com 153 casos encaminhados ao Centro de Mediação e Arbitragem Laboral (CEMAL), dos quais 28 terminaram em acordo, 16 em certidões de impasse, e 9 permanecem pendentes. Vânia Jacinto 

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