ECONOMIA
Projectos agrícolas lideram candidaturas ao FEDL em Nampula
Os projectos ligados à agricultura são os mais concorridos no Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FEDL) na província de Nampula, apesar de o sector continuar a absorver menos de 3% do crédito público, segundo dados avançados pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Ismael Valá.
Falando em Nampula, o governante reconheceu que a tendência evidencia a necessidade de um investimento mais estratégico num sector que constitui a base da economia provincial e sustenta a maioria da população rural, mas que permanece subfinanciado pelo sistema público de crédito.
“Na área da agricultura, o crédito para a agricultura não chega a 3% nos últimos anos. E a agricultura é actividade base da nossa economia, em que mais de 65% da população que vive nas áreas rurais dedica-se à agricultura ou a actividades relacionadas com a agricultura em toda a sua cadeia de valor. Nós ficamos muito satisfeitos e podemos dizer aqui, e os dados que nós temos de referência à província de Nampula, sobre o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, a maior parte dos projectos são para a agricultura. Parabéns, dirigentes, parabéns, empresários”, afirmou Salim Ismael Valá.
Segundo o ministro, a elevada procura por financiamento agrícola no âmbito do FEDL demonstra que empresários e empreendedores locais continuam a apostar no sector, apesar das limitações estruturais no acesso ao crédito, o que reforça a sua centralidade na economia provincial.
Valá defendeu que o financiamento público deve obedecer a critérios de rigor, transparência e impacto económico, privilegiando projectos com capacidade efectiva de gerar rendimento e emprego sustentável.
O governante sublinhou ainda que apoiar a agricultura não deve ser encarado como um acto assistencialista, mas como um investimento estratégico para o crescimento inclusivo da economia.
“Crescer sem criar empregos não é crescer bem. O PIB pode aumentar, mas se não houver criação de empregos, esse crescimento não se traduz em melhoria da vida das pessoas”, afirmou.
No seu entendimento, o Governo está a trabalhar na construção de um ecossistema diversificado de fundos, capaz de responder às diferentes necessidades dos sectores económicos, incluindo agricultura, indústria, transportes e tecnologias de informação, reconhecendo que cada área exige instrumentos de financiamento específicos.
Apesar dessas iniciativas, a discrepância entre a elevada procura por financiamento agrícola e o reduzido volume de crédito disponível para o sector continua a expor uma contradição estrutural no financiamento do desenvolvimento rural, num contexto em que a agricultura permanece central para a segurança alimentar e o emprego na província de Nampula. Redacção
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