POLÍTICA
PR apela à unidade nacional num 3 de Fevereiro marcado por cheias e terrorismo
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu esta terça-feira (03) que o Dia dos Heróis Moçambicanos deve ser vivido como um momento de reforço da unidade nacional, da paz e da solidariedade, num contexto adverso marcado por cheias e inundações, terrorismo e os impactos das mudanças climáticas.
O Chefe do Estado falava na cerimónia central das celebrações do 3 de Fevereiro, realizada no Monumento aos Heróis Moçambicanos, na cidade de Maputo, que iniciou com a deposição de uma coroa de flores, num ambiente de recolhimento e homenagem aos que se sacrificaram pela independência e liberdade do povo moçambicano.
Na sua intervenção, Chapo sublinhou que a efeméride honra “os melhores filhos da pátria” e ganha particular significado num ano em que milhares de famílias enfrentam luto e perdas materiais devido às cheias de grandes proporções que afectaram sobretudo as regiões Sul e Centro do país. “O 3 de Fevereiro deste ano é celebrado num contexto bastante adverso, em que milhares de famílias moçambicanas ainda choram a morte de seus entes queridos e a destruição de infra-estruturas públicas e privadas”, afirmou.
O Presidente destacou a solidariedade interna e internacional mobilizada em resposta ao desastre e exaltou os actos de bravura registados nas operações de resgate, considerando-os exemplos de heroísmo contemporâneo. Antes de prosseguir, solicitou um minuto de silêncio em memória das vítimas.
Na evocação histórica, o estadista lembrou a figura de Eduardo Chivambo Mondlane, fundador da FRELIMO e arquitecto da unidade nacional, recordando que a cerimónia decorreu no Panteão onde jazem heróis nacionais. Sublinhou que a repressão colonial não travou a luta de libertação, mas reforçou a coesão do povo, frisando que a unidade nacional continua a ser a principal “arma” da vitória colectiva.
Chapo reafirmou que o 3 de Fevereiro foi consagrado em reconhecimento do sacrifício da geração 25 de Setembro e do contributo de outras gerações na construção do Estado independente, defendendo que homenagear os heróis é um dever permanente e que a história nacional deve ser transmitida às novas gerações com orgulho.
Abordando os desafios actuais, destacou o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, elogiou o papel das Forças de Defesa e Segurança e a cooperação regional, e referiu a retoma de projectos estratégicos, como o gás da Bacia do Rovuma e iniciativas industriais em Cabo Delgado e Niassa, sublinhando que segurança e desenvolvimento caminham em paralelo.
No encerramento, o Presidente reiterou o compromisso do Governo com a reconstrução das infra-estruturas destruídas pelas cheias e com a resposta aos desastres naturais, apelando ao cumprimento das recomendações das autoridades, e deixou palavras de reconhecimento aos heróis nacionais e aos cidadãos que, no quotidiano, contribuem para o progresso de Moçambique. Redacção
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