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SOCIEDADE

População de Muriaze percorre longas distâncias para ter acesso a cuidados de saúde

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A população de Muriaze, no posto administrativo de Anchilo, na província de Nampula, continua a enfrentar grandes dificuldades para aceder a cuidados de saúde, sendo obrigada a percorrer entre 7 e 9 quilómetros até aos centros mais próximos, localizados em Namachilo e Maratane. Embora as distâncias possam parecer curtas, para gestantes e doentes em estado grave representam um verdadeiro calvário, levando muitas mulheres a realizarem partos fora das unidades sanitárias.

Moradores ouvidos pela nossa reportagem relataram que, devido à distância e à falta de transporte acessível, muitas mães acabam por dar à luz em casa ou mesmo a caminho do hospital. “Estamos a sofrer muito para chegar ao hospital. É distante e não temos transporte. Quando conseguimos táxi-mota, cobram entre 300 e 500 meticais. Já aconteceu termos bebés no caminho; se não morrer a mãe, morre o filho”, lamentou uma das residentes.

O líder comunitário de Muriaze, Victor Marcolino Mutemwa, afirmou que cerca de 15 mil pessoas vivem na localidade sem um centro de saúde próprio, situação que considera “muito triste e grave”. “Na semana passada, uma mãe perdeu a vida a caminho do centro de saúde de Namachilo. Se o doente está grave, morre pelo caminho”, disse, acrescentando que a comunidade também enfrenta escassez de fontes de água.

Segundo Mutemwa, a situação agrava-se durante a noite, quando os preços do transporte sobem consideravelmente. “De dia, os taxistas cobram cerca de 100 meticais; à noite, chegam a pedir até 500”, explicou.

Outro morador, Calton Francisco Manchira, recordou que o pedido de um centro de saúde já foi feito às autoridades há quase 10 anos. “Na altura, disseram que era preciso esperar o aumento da população. Agora, o número já aumentou. Esperamos que o governo cumpra a promessa”, afirmou.

A comunidade apela ao governo provincial para a construção urgente de uma unidade sanitária e para a ampliação das fontes de água, considerando que ambas as medidas são vitais para a melhoria das condições de vida locais. Redacção

 

 

 

 

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