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ECONOMIA

Políticas de combate à desnutrição devem sair do papel, adverte sociedade civil

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A Organização da Sociedade Civil, através do projecto CASCADE, e o Governo Distrital de Nampula defenderam esta segunda-feira (08) a necessidade urgente de implementar, de forma efectiva, as políticas e estratégias de segurança alimentar e nutricional, como forma de travar a desnutrição crónica que continua a afectar milhares de famílias no distrito.

O alerta foi lançado durante o Seminário “Conectando Políticas e Pessoas”, que reuniu governo, parceiros e sociedade civil para reflectir sobre caminhos de resposta à insegurança nutricional. A mensagem central foi unânime: as políticas já existem, mas precisam de sair do papel e chegar às comunidades.

Para Cláudio Sixpense, gestor do projecto CASCADE, o grande desafio está na apropriação das políticas por parte dos actores multissetoriais. “Não tem como fazer uma implementação efectiva se os principais actores não tiverem o domínio das políticas. Isso compromete directamente o impacto nas comunidades”, afirmou.

Sixpense considera ainda que a aprovação recente da PESAN 3 representa um avanço importante após mais de dois anos e meio sem um quadro actualizado. “A aprovação actual é um resultado importante da advocacia feita pelo projecto e abre espaço para uma intervenção mais coordenada”, destacou.

O Secretário Permanente do Governo Distrital, Orlando Dias, disse que a desnutrição crónica exige agora acções concretas no terreno. “A nossa planificação tem de trazer medidas reais. Queremos transformar o desafio numa vitória”, sublinhou.

Segundo Dias, o distrito enfrenta uma prevalência de 40%, afectando cerca de 40 mil habitantes, sobretudo crianças em comunidades como Saua Saua, Namigonha e Napure. “Queremos reduzir para 10%, porque não 9? É uma prioridade total”, enfatizou, explicando que a condição nutricional das crianças reflete directamente as condições de vida das mães durante a gravidez.

No encerramento, governo e sociedade civil reafirmaram que o combate à desnutrição depende de maior coordenação e de uma implementação rigorosa das estratégias já existentes, garantindo presença no terreno e respostas ajustadas à realidade das famílias. José Luís

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