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SOCIEDADE

Pais pedem responsabilização ao MEC

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O cancelamento nacional dos exames da 9.ª classe também gerou forte indignação entre encarregados de educação em Nampula, que acusam o Governo de falhar na gestão do processo e de prejudicar milhares de alunos que se prepararam durante meses para as avaliações.

Entre os pais entrevistados pelo Rigor, prevalece um sentimento de frustração, desorientação e perda de confiança no sistema de avaliação.

Acima Armindo, pai de um dos estudantes, reconhece que o cancelamento era inevitável perante a fuga das provas, mas defende medidas excepcionais para evitar que os alunos sejam prejudicados.

“O Governo, nessa situação, fez bem em cancelar. Mas aqueles que já tinham visto as respostas devem passar, porque não tem jeito: as respostas já foram divulgadas. O melhor é deixarem passar quem tinha acesso e quem não tinha”, disse.

Rafael Trigo, outro encarregado, vai mais longe e exige que o Ministério da Educação e Cultura apresente desculpas públicas aos pais, alunos e professores.

“Isso está errado, não está bom. O Governo deve pedir desculpas pelo cancelamento. Os alunos estavam preparados, estudaram, e nós, como pais, ficámos sem explicação. Eles devem sentar numa mesa redonda, dialogar e assumir a responsabilidade.”

O encarregado afirma ainda que a comunicação do MEC foi insuficiente e tardia, criando mais confusão do que esclarecimento.

“Devem informar bem, devem explicar. Os diretores de educação têm de dialogar com os alunos. Nós esperamos que os nossos filhos façam os exames com dignidade.”

Para além do impacto académico, os pais ressaltam o efeito emocional do ocorrido. Relatam que muitos alunos saíram das escolas em lágrimas após serem informados, já dentro das salas, de que as provas tinham sido anuladas devido à fuga massiva das questões. Faizal Raimo

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