ECONOMIA
Onda de vandalismo destrói 20 arquivos públicos em Nampula
Pelo menos 20 arquivos institucionais foram destruídos na sequência das recentes manifestações violentas registadas em vários distritos da província de Nampula, comprometendo gravemente o funcionamento de diversos serviços públicos, incluindo conservatórias, comandos distritais e sectores administrativos locais.
A informação foi avançada por Rodrigues Ussene, director do Gabinete do Secretário de Estado, em representação do Secretário de Estado da província, durante a cerimónia alusiva ao Dia Internacional do Arquivo, assinalado esta semana.
“Podemos estimar que cerca de 20 arquivos foram destruídos no âmbito das manifestações. Só ao nível da governação local, temos 12 arquivos vandalizados, sem contar os das conservatórias e comandos distritais”, declarou Ussene.
Segundo o responsável, os actos de vandalismo ocorreram sobretudo nos distritos de Eráti, Liupo, Mossuril, Ilha de Moçambique e Lalaua, onde diversas instituições do Estado viram-se privadas dos seus arquivos físicos, incluindo processos individuais, registos notariais, certidões de nascimento e outros documentos essenciais para a vida civil e administrativa dos cidadãos.
A destruição de arquivos está a dificultar seriamente o acesso a serviços básicos, como a emissão de certidões de nascimento ou documentos funcionais. “Neste momento, muitos colegas do sector público têm que reiniciar os seus processos individuais do zero para poderem reorganizá-los”, lamentou Ussene.
Face à gravidade da situação, o Governo Provincial defende a digitalização urgente dos arquivos institucionais como forma de prevenir perdas futuras. “Já estamos a digitar os processos individuais do Gabinete de Segurança da Secretaria de Estado, para que, no futuro, possamos gravá-los em dispositivos como ‘flash’ ou discos e entregar cópias aos colegas. Assim, mesmo em caso de vandalismo, mudanças climáticas ou cortes de energia, os dados estarão salvaguardados”, explicou.
Nos distritos mais afectados, os serviços públicos enfrentam enormes dificuldades para responder às necessidades da população. A digitalização é, por isso, vista como uma medida estratégica para garantir a continuidade institucional, reforçando a resiliência dos serviços face a eventos extremos ou ataques deliberados . Vânia Jacinto
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José Luzia
Junho 9, 2025 at 11:53 pm
Manda o princípio da honestidade que se refira o contexto das manifestações. Não se pode ocultar que a violência se deveu aos ataques da PRM/UIR as manifestações pacíficas contra a fraude eleitoral da FRELIMO. Só assim se respeita a verdade factual.