ECONOMIA
Nampula tem potencial para tornar-se celeiro nacional e exportador competitivo de alimentos, afirma Álvaro Massingue
O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, defendeu esta sexta-feira (11) que a província de Nampula possui todas as condições para se transformar num celeiro nacional e num exportador competitivo de alimentos e produtos transformados, desde que sejam enfrentadas com urgência as barreiras que ainda travam o seu pleno potencial económico.
Falando durante a abertura da 6.ª edição da Feira Económica de Nampula (FENA 2025), Massingue destacou que a província já contribui com cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e conta com um corredor logístico estratégico — que integra o Porto de Nacala, a linha férrea e infra-estruturas rodoviárias — capaz de alavancar o comércio interno e externo, sobretudo no agro-negócio.
“Nampula é uma província abençoada com terras férteis, recursos naturais vastos e um povo resiliente, trabalhador e empreendedor. No agropecuário, lidera na produção de gado caprino, frangos e ovos. E no comércio externo já exporta mais de 350 milhões de dólares por ano em produtos como algodão, caju, gergelim e grafite”, afirmou.
Massingue sublinhou que, mesmo diante de um cenário marcado pela insegurança alimentar e desnutrição crónica, Nampula tem condições reais para garantir o abastecimento nacional e posicionar-se como fornecedor regional de alimentos e produtos agroindustriais.

Álvaro Massingue, presidente da CTA, defende em Nampula que a província pode tornar-se celeiro nacional e exportador competitivo.
No entanto, o dirigente da CTA alertou para obstáculos que ainda impedem esse avanço, com destaque para o financiamento escasso e caro, as fragilidades logísticas e de transporte, e a burocracia desmotivadora que continua a travar investidores e produtores.
“É urgente reforçar, com máxima prioridade, os mecanismos de financiamento acessível, ajustados às pequenas e médias empresas, com ênfase no agronegócio e nas cadeias de valor locais. Segundo, que se acelere o investimento em infra-estruturas logísticas e de transporte, integrando eficazmente as zonas produtivas com os mercados e os corredores de exportação. Terceiro, que se aposte de forma decidida na industrialização local, transformando as riquezas de Nampula em produtos com maior valor agregado, criando mais empregos, mais rendimento e mais desenvolvimento.”
Massingue acrescentou que o sector privado está preparado para transformar esse potencial em realidade concreta:
“O sector privado está pronto. Falta que o ambiente institucional esteja à altura das aspirações dos empresários moçambicanos”, concluiu. Faizal Raimo
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