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ECONOMIA

Nampula reforça controlo alimentar com novas tecnologias e criação de grupo técnico de fortificação

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A província de Nampula deu um passo importante no fortalecimento da segurança alimentar, com a entrega de kits de testagem rápida de alimentos fortificados e dispositivos móveis destinados a facilitar o trabalho de inspecção.

A iniciativa é implementada pela GAIN Moçambique e pela CARE Internacional, com apoio financeiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, e visa reforçar as capacidades técnicas e institucionais para garantir o cumprimento das normas de qualidade e segurança alimentar.

Durante a cerimónia de entrega do material, o director provincial da Indústria e Comércio, Jeremias Muapaz, destacou que a acção representa um avanço significativo para a província no controlo da qualidade dos alimentos consumidos pela população.

“Estes equipamentos, que permitirão aos nossos inspectores realizar testes rápidos e precisos sobre a presença de micronutrientes nos alimentos fortificados, representam um instrumento de valor inestimável para a nossa missão institucional”, afirmou Muapaz.

O dirigente acrescentou que a introdução das novas tecnologias, como o FortifyMIS e o iCheck, marca um marco na modernização dos mecanismos de controlo alimentar, permitindo testes em tempo real e fortalecendo a confiança nas instituições de fiscalização.

“Hoje podemos afirmar que Nampula reforça a sua capacidade institucional para monitorar em tempo real a conformidade dos produtos fortificados e garantir a sua qualidade desde o ponto de produção até ao consumo final”, sublinhou o director.

Durante o evento, foi igualmente formalizada a criação do Grupo Técnico Provincial de Fortificação de Alimentos, que terá a missão de coordenar e fiscalizar o processo de fortificação em estreita colaboração com as autoridades de saúde, indústria e comércio.

A directora da GAIN Moçambique, Kátia dos Santos, considerou o acto como a concretização de um sonho iniciado há mais de uma década, salientando que o reforço das capacidades técnicas permitirá a Nampula assegurar a qualidade dos alimentos fortificados de forma mais rigorosa e independente.

“Com estes equipamentos, a província passa a dispor de meios próprios para testar e inspecionar alimentos fortificados, garantindo que chegam às mesas das famílias com os níveis adequados de micronutrientes, de acordo com a lei e as normas nacionais”, explicou Kátia dos Santos.

A dirigente enfatizou ainda que a fortificação é feita pelo sector privado, cabendo às autoridades e parceiros o papel de garantir que as indústrias disponham das condições técnicas e tecnológicas necessárias para cumprir os padrões estabelecidos.

“O nosso papel é apoiar as indústrias e assegurar que o consumidor final receba um produto seguro e nutritivo”, concluiu.

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