ECONOMIA
Nampula prevê investir 41,9 mil milhões de meticais até 2029
O Conselho Executivo Provincial de Nampula (CEP) poderá investir 41,9 mil milhões de meticais nos próximos cinco anos, conforme aprovado nesta Terça-feira no Plano Quinquenal de Governação Provincial 2025–2029.
William Tunzine, porta-voz do CEP, explicou à imprensa que o plano foi elaborado considerando os desafios enfrentados no quinquénio de 2020–2024, como a pandemia da COVID-19, que impactou a economia moçambicana.
“Também analisamos as fortes pressões que a economia global tem sofrido. Além disso, levámos em conta os impactos de eventos climáticos severos, como os ciclones Kenneth, Gombe, Chido, Dikeledi e, mais recentemente, Jude. Esses factores foram determinantes na formulação do Plano Quinquenal”, explicou Tunzine.
O porta-voz destacou que o plano está estruturado em cinco pilares fundamentais: paz, segurança e governação; transformação estrutural da economia; transformação social e demográfica; infraestruturas, ordenamento territorial e sustentabilidade ambiental e Mudanças climáticas e economia circular.
“No total, aprovamos 283 acções dentro deste Plano Quinquenal, com um orçamento estimado de cerca de 41,9 mil milhões de meticais”, acrescentou.
Tunzine lembrou que Nampula tem sido ciclicamente afectada por intempéries nos últimos anos, causando destruição de infraestruturas e perda de vidas humanas. Por isso, a província pretende construir infraestruturas mais resilientes às mudanças climáticas.
“Não podemos esperar apenas pelo Governo Central para resolver este problema. As salas de aula destruídas estão na província de Nampula, e nós, como governo provincial, temos a responsabilidade de reconstruí-las de forma resiliente”, afirmou.
Ele explicou que estão em curso trabalhos coordenados para reforçar a resiliência das infraestruturas públicas.
“Estamos a trabalhar com o sector das Obras Públicas, ministérios e parceiros de cooperação para garantir que todas as novas infraestruturas — salas de aula, estradas, blocos administrativos e unidades de saúde — sejam construídas de acordo com padrões de resiliência”, concluiu. Vânia Jacinto
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