SOCIEDADE
Nampula introduz novas tarifas de transporte interdistrital
A Assembleia Provincial de Nampula aprovou nesta terça-feira (09), durante a sua I Sessão Extraordinária, as novas tarifas de transporte interdistrital. A medida visa ajustar os preços à realidade actual dos custos de transporte e às despesas operacionais dos que operam no sector.
O Conselho Executivo Provincial defendeu a medida, esclarecendo que o aumento se deve ao custo operacional, especialmente devido ao agravamento dos preços dos combustíveis no mercado internacional, o que tem afectado a viabilidade do transporte de passageiros.
Com as novas tarifas, as rotas com estradas asfaltadas tiveram um aumento de 2,50 meticais por quilómetro por passageiro, enquanto as rotas em estradas não asfaltadas tiveram um reajuste de 2,90 meticais por quilómetro por passageiro.
Por exemplo, a viagem da cidade de Nampula a Moma passa para 650 contra os anteriores 430, Nampula a Larde sai dos anteriores 450 para 660. Já a viagem de Nampula a Namicuna passou de 430 para 540 meticais. A rota Nampula-Mutuali teve o maior aumento, passando de 450 para 720 meticais.
A proposta foi aprovada pela bancada da FRELIMO, mas rejeitada pelas bancadas do MDM, RENAMO e PODEMOS. Eles alegaram falta de estudos técnicos, impacto negativo no custo de vida da população e ausência de medidas de mitigação para proteger os cidadãos mais vulneráveis.
O chefe da bancada da FRELIMO, Isac Mário, defendeu a proposta, explicando que ela visa garantir a viabilidade do sector de transporte e evitar a paralisação dos serviços. Ele também destacou a importância de preservar a coesão territorial da província.
“A proposta de reajuste das tarifas de transporte interdistrital é resultado de um processo técnico, participativo e responsável, que visa garantir a viabilidade do sector e evitar a paralisação dos serviços. Ao mesmo tempo, preserva a coesão territorial da província”, defendeu o chefe da bancada da FRELIMO, Isac Mário.
Já o chefe da bancada do PODEMOS, Martins Noronha, considerou que o reajuste penaliza as populações mais vulneráveis, especialmente nas zonas periféricas e com estradas não asfaltadas. Ele defendeu a necessidade de um estudo sério de custos por quilómetro e de medidas de protecção social.
“Este reajuste, tal como está proposto, não reflecte a realidade das populações mais vulneráveis, especialmente nas zonas periféricas e com estradas não asfaltadas. Sem um estudo sério de custos por quilómetro e sem medidas de protecção social, estamos a impor um sacrifício excessivo ao cidadão comum, ao camponês, ao estudante e ao trabalhador”, disse.
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