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ECONOMIA

MPME concentram 90% do emprego urbano, mas são as mais frágeis

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O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Ismael Valá, alertou, em Nampula, que as micro, pequenas e médias empresas (MPME) são responsáveis por cerca de 90% do emprego urbano em Moçambique, mas continuam a ser o segmento mais vulnerável da economia, sobretudo em contextos de choques climáticos, económicos e sociais.

Falando durante a cerimónia de atribuição de subvenções no âmbito do Fundo do Projecto Conecta Negócios, Salim Ismael Valá sublinhou que, apesar do seu peso determinante na criação de emprego, as MPME enfrentam dificuldades estruturais de acesso ao financiamento, fraca capitalização e elevada exposição a riscos.

Segundo o governante, dados disponíveis indicam que mais de 70% das perdas registadas após choques recentes recaíram precisamente sobre as micro, pequenas e médias empresas, o que evidencia a sua fragilidade face a crises sucessivas.

“São as MPME que criam a maioria dos empregos, mas também são as primeiras a sentir os impactos quando há choques. Por isso, exigem uma atenção especial do Estado”, afirmou o ministro.

Salim Ismael Valá defendeu que o apoio às MPME não deve ser encarado como assistencialismo, mas como um investimento na estabilidade económica e social, uma vez que a sobrevivência destas empresas está directamente ligada à manutenção de postos de trabalho, sobretudo para jovens e mulheres.

O governante reiterou ainda que crescer sem criar empregos não é crescer bem, sublinhando que a protecção e o reforço da resiliência das micro, pequenas e médias empresas são essenciais para garantir um crescimento económico inclusivo e sustentável. Redacção

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