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Moto-taxistas exigem fim das taxas e da AVOTANA em Nampula

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Moto-taxistas da cidade de Nampula manifestaram-se, esta Terça-feira (08 de Abril), nas instalações do Conselho Municipal, exigindo a revogação imediata das taxas de licenciamento anual e da cobrança diária impostas à actividade.

Na autarquia de Nampula, o exercício da actividade de táxi-mota obriga ao pagamento de uma taxa anual de dois mil meticais, além de uma taxa diária de 10 meticais — valores considerados excessivos pelos operadores. A falta de pagamento desta taxa poderá acarretar uma multa que pode ascender aos cinco mil meticais

Como forma de protesto, os moto-taxistas aglomeraram-se à entrada do edifício-sede da edilidade, onde exigiram uma conversa directa e sem intermediários com o presidente do município, Luís Giquira.

Para além da contestação às taxas, os manifestantes criticaram a actuação da direcção da sua associação representativa — a Associação dos Voluntários e Orientação aos Moto-taxistas de Nampula (AVOTANA) —, acusando a organização de não responder às reais necessidades dos seus membros.

“Somos taxistas. Não ganhamos muito. E vêm pessoas do Município e da AVOTANA obrigar-nos a pagar cinco mil meticais. Esse valor sai de onde? Quanto conseguimos por semana ou por mês para pagar isso? Estas motas têm donos, mas nós dependemos delas para o nosso pão de cada dia, porque não temos emprego”, contou um moto-taxista entrevistado pelo jornal Rigor.

Outro operador, Issufo Abacar, reforçou a indignação:

“O que está a acontecer é muito estranho. O Governo e a AVOTANA precisam analisar esta situação. Quando apreendem as motorizadas, estão a prejudicar pessoas desempregadas, e isso só vai aumentar a criminalidade. Viemos aqui para falar com o presidente do município, e não com a AVOTANA, porque sabemos que essa é uma organização partidária”, disse.

O presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, afirmou que a cobrança das taxas obedece à postura em vigor.

“Desde que assumimos, ainda não procedemos à revisão da nossa postura municipal. Reconhecemos a existência de reclamações, sobretudo quanto à AVOTANA — uma associação criada pelos próprios moto-taxistas, com quem temos um memorando de entendimento para o controlo dos operadores. Agora, os mesmos taxistas não querem mais essa associação porque, segundo dizem, ela cobra valores e não lhes traz benefícios. Concordámos com eles. É justo. Pedimos que, até Sexta-feira, formem um grupo representativo para tratar directamente com o Conselho Municipal”, explicou Giquira, acrescentando que uma revisão das taxas será submetida à deliberação da Assembleia Municipal em breve.  Vânia Jacinto

 

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