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ECONOMIA

Massinga acusado de manipular processo eleitoral na CTA com fundos de origem duvidosa

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Conselho Directivo instaura processo disciplinar por pagamentos irregulares de quotas a mais de 30 associações

A menos de um mês das eleições na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), agendadas para o dia 8 de Maio, o candidato à presidência da agremiação e antigo vice-presidente da Câmara de Comércio, Álvaro Massinga, está a ser acusado de manipular o processo eleitoral através de um esquema de regularização massiva de quotas com fundos de origem obscura.

Segundo um documento da CTA datado de 2 de Abril, a que o jornal teve acesso, Massinga terá financiado o pagamento de quotas em nome de mais de 30 associações, com o objectivo de assegurar votos favoráveis à sua candidatura. Os depósitos, segundo a investigação interna, foram efectuados no mesmo dia e por um único indivíduo sem vínculo funcional às associações em causa. Os comprovativos eram depois enviados a Massinga, que, segundo consta, apagava-os para eliminar rastos das operações.

O Conselho Directivo considera que os actos configuram infracções graves aos deveres estatutários, incluindo a tentativa de comprometer a integridade institucional da CTA e violar princípios de equidade e transparência no processo eleitoral. Em consequência, foi instaurado um processo disciplinar contra Massinga, que concorrerá pela segunda vez consecutiva à presidência da organização que representa o empresariado nacional.

Uma figura envolvida na operação seria Inês Pereira, conhecida por ter participado no programa Fama Show, apontada como responsável pelas ligações às associações após os pagamentos, assegurando apoio logístico em Maputo em troca de votos para Massinga.

O documento revela ainda que a empresa Sotux, Lda, representada por Massinga no Conselho Empresarial Nacional, esteve quatro anos em incumprimento de quotas, tendo regularizado a situação apenas às vésperas do início do processo eleitoral, o que, para o Conselho Directivo, revela falta de compromisso e seriedade.

A CTA considera que as acções do candidato visam descredibilizar a instituição, recordando que, durante o seu mandato na Câmara de Comércio, Massinga terá promovido divisões institucionais e sobreposição de funções, minando o papel da CTA.

Contactado pelo jornal, o presidente da CTA, Agostinho Vuma, recusou comentar, alegando tratar-se de um “assunto interno”. Já Álvaro Massinga garantiu que a sua candidatura segue firme e que o comunicado da CTA não abala a sua participação no processo.

Massinga dispõe de um prazo de 10 dias, a contar da data da notificação, para apresentar a sua defesa por escrito ao Conselho Directivo. Caso necessário, poderá recorrer ao Conselho Consultivo da instituição. Redacção

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