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SOCIEDADE

Marchal Manufredo: “O atentado contra Trufafa revela o fracasso do Estado”

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O analista político Marchal Manufredo, radicado em Quelimane, considera que o atentado contra o músico Joel Amaral, conhecido como MC Trufafa, evidencia a falência do Estado moçambicano em garantir segurança e justiça, sobretudo para vozes críticas ao poder instituído.

Em entrevista ao Jornal Rigor, Manufredo foi categórico ao afirmar que o ataque foi um acto de intimidação política. “Está mais que claro que o baleamento de Joel foi motivado pela sua posição política, pelo seu ‘não concordo com esta forma de fazer política’”, afirmou, relacionando o crime a uma retaliação contra a postura pública de Trufafa.

Para o analista, a resposta das autoridades foi superficial e inaceitável. “Vi o comunicado do Presidente da República onde se solidariza com Joel e com a sua família. Isso não é missão de um Presidente. Um Chefe de Estado deve dar ordens, exigir explicações imediatas. Se o comandante da polícia não explica o caso em 24 horas, deve ser exonerado.”

Manufredo reforça que a cidade de Quelimane tem características que tornam inadmissível um acto desta natureza. “Quelimane tem uma única entrada e uma única saída. Não se justifica este tipo de acto. O esquadrão da morte entrou e saiu pela mesma estrada. Onde estava o SERNIC? Onde estava o SISE?”

Com um tom alarmante, lamentou que viver em Moçambique seja hoje sinónimo de medo. “Nós, analistas e escritores, agradecemos a Deus por voltarmos vivos para casa. Não devíamos viver assim.” Daniela Caetano

 

 

 

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