SOCIEDADE
Mais de 23 mil alunos em Nampula poderão estudar ao ar livre e sentados no chão devido à destruição de 64 escolas por manifestantes
Mais de 23 mil alunos da província de Nampula poderão assistir às aulas ao ar livre e sentadas no chão, no presente ano lectivo escolar, em razão da destruição de 137 salas de aula em 64 escolas, danificadas por manifestantes.
Essa informação foi fornecida por Faruk Carim, porta-voz da educação em Nampula. Ele esclareceu que, além das salas de aulas destruídas, o sector da educação na região, também enfrentou danos em 885 carteiras escolares, o que fará com que, além das crianças, assistirem às aulas ao relento, estudem sentadas no chão.
“Para o sector essa destruição é uma grande preocupação, o sector saiu a perder, porque o sector já tinha avançado em grandes realizações, de repente regredimos com as realizações que nós conseguimos fazer no quinquénio passado, então é uma grande perda para o sector”. Para além dos estabelecimentos de ensino, quatro edifícios de serviços distritais de Educação, Juventude e Tecnologia foram totalmente danificados e 54 blocos administrativos de escolas foram vandalizados pela fúria dos manifestantes.
“Temos também 440 professores que foram afectados com a destruição das suas residências ao nível dos distritos”, disse o Porta-Voz, que avança que apesar da situação, o sector tem assegurada a cerimónia de abertura do ano lectivo de 2025.
“Para a abertura do ano lectivo, o sector já está preparado. A abertura oficial será em Namatawa, na Escola Primária de Namaita no distrito de Mecubúri. Em relação aos outros pontos, aos outros distritos, estarão todos apostos para nós fazermos a abertura do ano lectivo, apesar das confusões que têm surgido, mas o sector nunca deixou de lado a possibilidade de fazer uma abertura oficial do ano lectivo.
Em relação às inscrições, Faruk Carim disse que este ano o sector da educação planeia inscrever cerca de um milhão e novecentos estudantes em todos os níveis e para o sector da educação, a destruição de infraestruturas da educação é uma preocupação. Vânia Jacinto
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