POLÍTICA
Juventude do Norte precisa de inclusão efectiva, defende Ministro da Juventude
O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, defendeu esta segunda-feira, em Nampula, que a juventude da região norte deve ser alvo de maior inclusão nas políticas públicas, tendo em conta os impactos do terrorismo e das mudanças climáticas que agravam a vulnerabilidade social.
Falando na abertura do Fórum Regional sobre Empregabilidade Inclusiva de Jovens e Mulheres, o governante lembrou que só a província de Nampula elege 45 deputados para a Assembleia da República, sinal de que concentra uma juventude numerosa e dinâmica. “É essencial que governo, setor privado e sociedade civil unam esforços para potenciar este capital humano e reduzir desigualdades”, sublinhou.
O encontro, realizado sob o lema “Resiliência, Adaptação e Oportunidades”, tem como objetivo encontrar soluções práticas para jovens e mulheres, incluindo deslocados à força e outros grupos marginalizados. “Não somos definidos pelas crises, mas pela nossa capacidade de nos adaptarmos e construirmos oportunidades. Este fórum deve transformar ideias em ações concretas”, afirmou.
Caifadine Manasse destacou que a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044 e o Programa Quinquenal do Governo 2025–2029 colocam os jovens no centro da agenda nacional. Estes instrumentos, disse, visam diversificar a economia, criar empregos dignos e reduzir desigualdades regionais. “Nenhum Estado consegue empregar toda a gente, mas se capacitarmos a juventude, ela encontrará caminhos de autoemprego e sustento”, frisou.
O Ministro defendeu o empreendedorismo como solução eficaz para jovens e mulheres do norte, particularmente os deslocados de Cabo Delgado. Para ele, investir em competências técnicas e negócios inovadores garante independência económica e contribui para a segurança financeira das famílias.
O governante enalteceu ainda o papel do setor privado, que absorve a maioria dos empregos formais, fruto do diálogo permanente com o governo e de medidas como o Fundo de Recuperação Económica e o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, criados para financiar micro, pequenas e médias empresas.
“A maioria dos fundos devolvidos provém das mulheres, o que prova a sua disciplina e capacidade de multiplicar oportunidades. Apostar na mulher é investir no futuro do país”, afirmou.
O governo moçambicano, acrescentou, está a expandir a rede de instituições de educação e formação profissional em Nampula, Nacala, Pemba, Montepuez, Balama e Lichinga, oferecendo mais opções de capacitação e preparando os jovens para o mercado de trabalho.
Por fim, o Ministro apelou à responsabilidade coletiva dos participantes do fórum: “Temos que partir para a ação, fazendo as coisas de forma diferente para alcançar resultados diferentes. A juventude do norte, e de todo o país, é a nossa prioridade. Se investirmos nela, investiremos na consolidação do desenvolvimento de Moçambique”, concluiu. Faizal Raimo
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