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Jovem prestes a ser baptizado morre envolvido na vida criminosa

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Os moradores do bairro de Murrapaniua, na zona da antiga Waresta, na cidade de Nampula, espancaram até à morte um suposto ladrão, após tentar, sem sucesso, roubar numa residência local, durante a noite de Sexta-feira (28.03.2025).

Fontes locais informaram que três indivíduos estavam envolvidos no crime. Durante a perseguição, um conseguiu escapar, enquanto outro, após ser espancado e perder os sentidos, conseguiu recuperar-se na manhã seguinte e foi socorrido imediatamente ao hospital, devido à gravidade dos ferimentos.

“Ontem à noite, ouvi gritos vindos do lado da linha férrea, gritos de pessoas sendo espancadas, já que este bairro está cheio de bandidos. Aqui, até às 22 horas, é difícil se locomover. Quando ouvi os gritos, não consegui sair de casa, tamanha era o medo. Ao amanhecer, encontramos o corpo aqui e outro do outro lado da rua”, contou Dalila Sandra, moradora que sentiu ao momento de violência a partir da sua casa.

Aurélio Joaquim, também morador da zona, comentou que a antiga Waresta se torna perigosa após as 18 horas. Ele, que recentemente foi vítima de roubo de sua motorizada, relatou a sua experiência:
“Esta área é um local onde sofremos constantemente agressões físicas. Eu fui roubado da minha mota em Janeiro, no dia 20. A mota era nova, e os assaltantes estavam armados com catanas. Por sorte, não me tiraram a vida. Por isso, quando algo como isso acontece, para mim, é uma sensação de alívio. É um exemplo para os outros não entrarem nesse caminho”, disse Aurélio, um dos muitos afectados por crimes na região.

Aurélio Joaquim não escondeu a sua satisfação com o facto de o suposto ladrão ter sido espancado até à morte. Para ele, a morte do indivíduo serve como uma advertência para aqueles que ainda se dedicam à prática de crimes.

Durante a presença da nossa equipa de reportagem, tivemos a oportunidade de ouvir o pai do falecido, que estava no local após saber da trágica situação envolvendo seu filho. Felismino Artur Arlindo, seu nome, afirmou que morava com o filho e o descreveu como uma pessoa honesta, afirmando não acreditar que ele estivesse envolvido em actividades criminosas.

“Ontem, às 19 horas, ele jantou connosco, e eu não percebi que ele não dormia em casa. Só fui informado disso hoje, quando estava indo para as machambas. Meu filho sempre teve um bom comportamento, e após o ciclone, ele, junto com seus amigos, se dedicou a trabalhos voluntários, como ajudar na construção e carregar blocos”, disse o pai, inconsolável. Ele acrescentou:
“Em um momento, meu filho teve um comportamento inadequado, mas após sair de casa e retornar, ele mudou completamente. Trabalhamos juntos com a comunidade, e ele passou a ter um comportamento exemplar. Inclusive, ele estava se preparando para o baptismo nesta Páscoa.” Vânia Jacinto

 

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