ECONOMIA
Isidro Ali Assane anuncia que não se recandidata à OAM em Nampula
O presidente do Conselho Provincial da Ordem dos Advogados de Moçambique em Nampula, Isidro Ali Assane, anunciou que não irá recandidatar-se a um novo mandato, decisão que marca o fim de um ciclo de três anos à frente da organização e abre espaço para novas lideranças na classe.
O anúncio foi feito durante a cerimónia de abertura do ano judicial, ocasião em que o dirigente afirmou que a opção visa valorizar a democracia interna e criar oportunidades para outros advogados assumirem responsabilidades na condução dos destinos da Ordem. Apesar de os estatutos permitirem a sua continuidade, Assane disse ter optado por não avançar para uma nova candidatura.
“Seguindo a tradição dos meus antecessores, valorizando a democracia e dando oportunidades a outros colegas, anuncio que não irei recandidatar a mais um mandato, embora os estatutos o permitam”, declarou.
A decisão surge num momento em que a Ordem dos Advogados em Nampula se prepara para eleições dos órgãos sociais, cuja data deverá ser anunciada em breve pelo bastonário da instituição. Para o dirigente, a renovação interna é essencial para garantir uma advocacia moderna, ética e alinhada com os desafios actuais da sociedade.
Durante a sua intervenção, Isidro Ali Assane destacou ainda que a organização registou avanços significativos ao longo do seu mandato, sobretudo na consolidação institucional e no reforço das relações com os diferentes actores da administração da Justiça. O responsável agradeceu o apoio recebido de instituições públicas e privadas, incluindo o Conselho Municipal da Cidade de Nampula, apelando para que o mesmo suporte seja mantido aos futuros dirigentes.
O anúncio foi interpretado por vários membros da classe como um sinal de abertura e maturidade institucional, numa altura em que cresce a expectativa em torno dos nomes que poderão disputar a liderança da Ordem dos Advogados na província.
Num balanço do mandato, Isidro Ali Assane afirmou que, durante os três anos de liderança, o número de advogados na província quase triplicou, facto que, segundo disse, demonstra o crescimento da classe e o fortalecimento da organização ao nível local. O dirigente destacou ainda melhorias nas relações institucionais com tribunais, entidades públicas e outros actores da administração da Justiça, sublinhando que foram criados mecanismos de ligação “nunca antes vistos” entre as instituições.
Assane acrescentou que a Ordem dos Advogados em Nampula passou a assumir uma postura mais activa na defesa dos direitos humanos, contribuindo para consolidar a credibilidade da instituição junto da sociedade civil. Faizal Raimo
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