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ECONOMIA

IATA exige desbloqueio urgente de 205 milhões de dólares retidos em Moçambique

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A Associação Internacional de Transporte Aéreo alerta que situação está a pôr em risco operações e conectividade do país

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que representa cerca de 350 companhias aéreas responsáveis por 83% do tráfego aéreo mundial, exigiu esta semana uma resolução urgente da retenção de fundos das transportadoras em Moçambique, alertando que a situação poderá levar ao encerramento de rotas e à redução de voos no país.

Num comunicado datado de 3 de Junho e dirigido ao Governo da República de Moçambique, a IATA afirma que o valor total de fundos bloqueados atingiu os 205 milhões de dólares norte-americanos até Abril de 2025, agravando a pressão financeira sobre as companhias aéreas que operam no país.

A organização recorda que já enviou várias comunicações aos principais órgãos do Governo, incluindo os ministérios dos Transportes e Comunicações, Finanças, Economia e Banco de Moçambique, sem receber qualquer resposta até à data. A situação, segundo a nota assinada por Dr. Alex Stancu, responsável regional para África Austral e Oriental, foi recentemente discutida na Assembleia-Geral da IATA, realizada de 1 a 3 de Junho na Índia, onde atraiu atenção internacional.

“A continuidade desta situação está a tornar-se insustentável. Muitas companhias aéreas estão a reconsiderar a sua presença em Moçambique, o que poderá ter impactos graves na conectividade, no comércio, no turismo e na economia em geral”, lê-se na carta. A IATA insiste que o acesso atempado às receitas é essencial para manter as operações, cumprir obrigações financeiras e garantir serviços de transporte aéreo essenciais.

A organização reconhece os desafios económicos enfrentados por Moçambique, mas apela para que a aviação seja considerada um sector prioritário, com acesso garantido a divisas para companhias nacionais e internacionais.

A IATA reiterou ainda a sua disposição para colaborar com o Governo moçambicano na resolução do problema e solicitou uma resposta formal com actualizações sobre as medidas em curso. “Estamos prontos para dialogar e encontrar uma solução mutuamente benéfica”, conclui o documento. Redacção

 

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