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ECONOMIA

Haiyu investe perto de 18 milhões de meticais na construção de quatro novas salas de aula na Escola Básica de Ingúri

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Conselho da escola e liderança local acreditam que obras vão criar condições para a elevação do ensino ao nível secundário

A empresa Haiyu Mozambique Mining, Co. Lda está a financiar a construção de quatro novas salas de aula na Escola Primária de Ingúri, em Angoche na província de Nampula, como parte das suas acções de responsabilidade social, respondendo a uma antiga carência de espaço físico para acomodar os mais de cinco mil alunos matriculados naquele estabelecimento de ensino.

Avaliado em 17.592.011,06 meticais, o investimento contempla a construção de quatro salas de aula, um bloco administrativo, instalações sanitárias e murro de vedação, o que ajudará a resolver um problema estrutural de falta de salas de aulas numa região onde ainda há escassez generalizada de escolas.

Tanto o Conselho da Escola como as lideranças comunitárias afirmam que a decisão de erguer as novas infraestruturas partiu da necessidade urgente de melhorar as condições de aprendizagem, uma vez que algumas turmas continuam a ter aulas ao ar livre devido à insuficiência de salas. “As salas eram poucas e pequenas. Até agora não eram suficientes.”, contou Manuel Tomás, membro do Conselho da Escola.

A Escola de Ingúri conta actualmente com 14 salas de aula para mais de 5.000 alunos, número que, segundo Tomás, representa um desafio diário para professores e estudantes. “Temos turmas que ainda estudam ao relento. A escola não tem as mínimas condições para acolher todos”, explicou.

O Conselho da Escola considera que a construção das novas salas, financiadas pela Haiyu, poderá criar condições para alcançar um objectivo há muito almejado pela comunidade: a elevação da escola ao nível secundário. “Gostaríamos que o Governo nos ajudasse a ter uma escola secundária aqui em Ingúri. Esse é o nosso maior desejo”, apelou o representante, reforçando que se trata de uma aspiração colectiva da população local.

“Temos alunos a estudar ao relento” — Manuel Tomás vê nas obras da Haiyu um passo para a criação da escola secundária.

Régulo de Ingúri saúda obras da Haiyu e reforça apelo por escola secundária pública

O régulo da comunidade de Ingúri, Momade Jamal Mucuepera Abacar, conhecido por Likuaro, considera que a construção das novas salas de aula representa um marco importante para a educação local e deve servir de base para a expansão do ensino até ao nível secundário.

“O bairro do Ingúri é muito vasto. As crianças estavam a sofrer. Sair daqui para estudar noutros pontos era um desafio diário”, afirmou o régulo. Com a introdução da 8.ª classe neste ano lectivo, a liderança comunitária acredita que estão criadas as condições para o alargamento ao nível secundário, com a 9.ª e a 10.ª classes já nos próximos anos.

“Queremos uma escola secundária pública” — Régulo de Ingúri elogia obras da Haiyu e apela ao Governo para elevar o nível da escola local.

Actualmente, a única opção de ensino secundário na região é uma escola privada associada a uma mesquita, o que limita o acesso da maioria dos estudantes. “Queremos uma escola secundária pública aqui. Seria uma grande felicidade para a nossa comunidade”, reforçou.

Segundo o líder tradicional, o número crescente de alunos provenientes de diversas zonas de Ingúri justifica um investimento contínuo do Governo na expansão do sistema educativo local. “Essas salas vão servir muitas comunidades. Estamos justificados em dizer que algo bom está a nascer aqui”, declarou.

A comunidade espera agora que a obra impulsione o reconhecimento oficial da escola como instituição de ensino completo e pressione as autoridades a elevarem o seu nível, reduzindo as distâncias percorridas pelos estudantes e garantindo acesso gratuito e inclusivo à educação secundária pública.

Para os líderes locais, é essencial que os investimentos públicos e privados continuem, garantindo, não apenas o acesso, mas também a qualidade do ensino para as crianças e adolescentes da comunidade de Ingúri.

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