ECONOMIA
Haiyu constrói novas salas e sanitários na escola primária de Nacalela
A empresa mineira Haiyu concluiu a construção de uma escola primária na comunidade de Nacalela, distrito de Moma, composta por três salas de aulas, um bloco administrativo e sanitários, num investimento de mais de 11 milhões de meticais, no âmbito da sua política de responsabilidade social.
Até aqui, a comunidade não dispunha de uma escola adequada. Com poucas salas de construção precária, muitas crianças eram obrigadas a percorrer longas distâncias para estudar na Comunidade de Briganha. O secretário da comunidade de Nacalela, Francisco Abudo, considera que a nova infra-estrutura representa uma mudança histórica. “Aquela escola é para servir as nossas crianças. Sem escola não há desenvolvimento”, afirmou, acrescentando que a ansiedade da população é grande, à espera da abertura oficial pelo governo.

O secretário da comunidade de Nacalela, Francisco Abudo,
Segundo Abudo, a escola vai leccionar da primeira à sexta classe e deverá incentivar mais famílias a matricular os seus filhos. “Os pais já estão a preparar-se para enviar as crianças à escola, porque havia muita carência. Agora temos uma infra-estrutura própria e digna”, sublinhou.
A inauguração da escola poderá coincidir com a electrificação da comunidade, já em curso graças às acções de responsabilidade social da empresa, um processo que abre novas perspectivas para os moradores. “A energia vai trazer muito desenvolvimento, porque teremos como conservar o peixe, assistir televisão e melhorar a vida das famílias”, referiu o secretário comunitário. Abudo aproveitou para pedir à Haiyu a continuidade da estrada que liga a localidade à praia e a construção de casas para professores.
Moradores locais destacam igualmente a importância desta dupla transformação. “Esta escola cria um ambiente favorável para as crianças em idade escolar. Antes, elas viviam constantemente constrangidas, porque, por vezes, a escola desabava”, contou António Ussene.

António Ussene, residente em Nacalela
O mesmo morador sublinha o impacto da energia na vida quotidiana. “Até agora usávamos painéis e outros materiais que exigiam maiores esforços. Agora, com a energia, espero ver melhorias. Já comprei o meu plasma de 40 polegadas e apenas aguardo a conclusão do processo para estrear”, disse.
Para os líderes comunitários, a escola e a energia representam um marco no desenvolvimento local, mas reforçam que ainda há desafios a superar. Além da necessidade de garantir habitação para os professores, apontam como prioridade a melhoria das vias de acesso e a criação de um mercado comunitário.

Antigas salas de aula em condições precárias, onde durante anos as crianças de Nacalela estudaram em edifícios de pau-a-pique e cobertos com chapas de zinco degradadas
A Haiyu tem desenvolvido diferentes acções sociais em Moma, com destaque para investimentos em educação, abastecimento de água e infra-estruturas comunitárias. Em Nacalela, a aposta em educação e electrificação está a ser vista como um passo concreto para a inclusão social e para a redução das desigualdades no distrito.
Com esta iniciativa, a empresa e a comunidade esperam que as crianças tenham melhores condições de ensino, ao mesmo tempo que as famílias se beneficiam de serviços básicos que impulsionam o desenvolvimento local. Redacção
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