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ECONOMIA

Governo vai encerrar centro transitório de Alua

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INGD alerta que manutenção dos deslocados pode comprometer produção agrícola em dois distritos

O Governo Provincial de Nampula vai encerrar o centro transitório de Alua, no distrito de Eráti, no âmbito da reorganização da resposta humanitária às famílias deslocadas do conflito em Memba, considerando que a situação de relativa calma já permite acelerar o regresso às zonas de origem.

A decisão foi discutida esta quinta-feira (11) na reunião do Comité Operativo de Emergência, onde a Delegada Provincial do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Anacleta Botão, defendeu a necessidade de ajustar o modelo de assistência, privilegiando o apoio directo nas comunidades de retorno.

Segundo a responsável, embora a maior parte da ajuda humanitária esteja já a ser canalizada para os locais de origem, continuam registadas famílias que necessitam de assistência, pelo que o processo de resposta ainda não está concluído e requer mobilização contínua de recursos.

No encontro, o INGD avançou que está em análise o encerramento dos centros transitórios de Nenive, Alua Velha e Alua Sede, tendo em conta a estabilidade registada em Memba e a tendência progressiva de retorno das famílias deslocadas.

Anacleta Botão alertou que a permanência prolongada das famílias fora das suas terras, sobretudo no início da época chuvosa, pode comprometer a campanha agrícola nos distritos de Memba e Eráti, agravando a insegurança alimentar.

O Governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, esclareceu que o encerramento do centro transitório de Alua será feito de forma gradual, garantindo que o regresso das famílias ocorra de maneira livre e voluntária.

“Vamos fechar gradualmente o centro de Alua e deixar que as pessoas regressem de livre e espontânea vontade para as suas zonas de origem”, afirmou o governador, acrescentando que a assistência passará a ser prestada directamente nas comunidades. Assane Júnior

 

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